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Meio ambiente

Conselho do Complexo de Florestas do Rio Gregório define prioridades e agenda ações para 2026

O Conselho Consultivo do Complexo de Florestas Estaduais do Rio Gregório reuniu gestores, lideranças comunitárias e representantes da sociedade civil na terça-feira (7), na Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai) Rio Liberdade, em Cruzeiro do Sul, para montar o plano de trabalho de 2026, com medidas voltadas à conservação e ao atendimento das comunidades que vivem nas áreas do complexo.

O conjunto de unidades foi criado pelo Decreto nº 3.433, de 19 de setembro de 2008, e reúne as florestas estaduais do Rio Gregório, do Rio Mogno e do Rio Liberdade. Na reunião, os participantes avançaram em três frentes centrais: prevenção de incêndios na estiagem, oferta de serviços públicos em regiões remotas e definição de regras para enquadrar as famílias que podem ser reconhecidas como beneficiárias das florestas estaduais.

Uma das medidas tratadas foi o edital para contratar brigadistas comunitários, lançado na quarta-feira (8), para reforçar o combate e a prevenção de queimadas nas áreas do complexo. O conselho também incluiu no planejamento o calendário do programa Saúde na Floresta, com atendimento previsto para 23 de maio nas florestas do Mogno e do Rio Liberdade, na Ugai do Liberdade, e para 22 de agosto na Floresta Estadual do Rio Gregório, na Ugai do Acuraua, em Tarauacá, com serviços de saúde e cidadania, além de ações de assistência social e educação ambiental.

A estrutura de apoio às operações entrou na pauta com a reforma da Ugai do Acuraua, programada para execução pela Secretaria de Estado de Obras (Seop). O diretor de Meio Ambiente da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Erisson Cameli, afirmou que as decisões para 2026 foram construídas com participação de quem vive no território e que a gestão compartilhada vem sendo ampliada para outras unidades de conservação.

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O conselho aprovou ainda a minuta de uma portaria que define o perfil dos beneficiários das florestas estaduais do complexo, com critérios para orientar políticas e projetos voltados às populações tradicionais e ao uso sustentável dos recursos. A chefe do Departamento de Unidades de Conservação da Sema, Mirna Caniso, disse que a padronização facilita o acesso a políticas públicas, incluindo linhas de crédito e incentivos ligados à produção sustentável.

Para as associações comunitárias, a reunião consolidou uma rota de trabalho para o próximo ano. O presidente da Associação Mamoré Maracanã, Lucivan Rodrigues, afirmou que o conselho abre caminho para levar demandas das comunidades ao poder público e que 2026 começa com planejamento adiantado e maior aproximação entre o Estado e as organizações locais.

Com a contratação de brigadistas, a agenda do Saúde na Floresta e a reforma de uma das bases operacionais, o planejamento de 2026 combina prevenção a incêndios, ampliação de serviços e regras mais claras para direcionar benefícios a quem vive e trabalha nas florestas estaduais do complexo.

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