A Prefeitura de Rio Branco inaugurou na noite de segunda-feira (23) o Mercado Municipal do São Francisco, na parte alta da capital, em uma obra de R$ 1,3 milhão voltada a ampliar pontos de venda para a produção da agricultura familiar. O espaço foi projetado para a comercialização de frutas, verduras, hortaliças, proteína animal e outros produtos, e deve começar a funcionar nos próximos dias, durante a Feira do Peixe.
O prefeito Tião Bocalom afirmou que a obra reuniu recursos federais e municipais e que a administração ocorrerá em parceria com a iniciativa privada. “Aqui está próximo de comunidades rurais muito fortes, que produzem bastante. Então, esse mercado era fundamental”, disse. Ele também citou o objetivo de concentrar a venda de alimentos em um ambiente organizado.
O vice-prefeito Alysson Bestene associou a entrega do mercado ao programa municipal “Produzir para Empregar” e defendeu a criação de estruturas permanentes para que produtores locais exponham e vendam mercadorias, com impacto direto na geração de renda e no comércio da região.
Na mesma cerimônia, o secretário municipal de Agropecuária, Eracides Caetano, afirmou que o município mantém, há cinco anos, um programa de apoio à agricultura familiar com oferta de insumos, máquinas, assistência técnica, transporte e logística de escoamento. Segundo ele, 2.400 famílias estão cadastradas e parte da produção segue para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com coleta e entrega em pontos definidos pela prefeitura.
Moradores do bairro acompanharam a inauguração e lembraram que o mercado era uma reivindicação antiga da comunidade. Paulo Pinheiro, ex-presidente da Associação de Moradores da Regional do São Francisco, disse que a abertura do espaço reduz a necessidade de deslocamento até o centro e antecipou que a Feira do Peixe terá oferta no próprio bairro. Ele também citou a previsão de construção de um restaurante popular na região.
Com a operação prevista para os próximos dias, a prefeitura aposta que o novo ponto de comercialização encurte o caminho entre produtores e consumidores, amplie a circulação de pessoas na parte alta e reforce a agenda de equipamentos públicos ligados ao abastecimento e à renda no entorno do São Francisco.