Depois de chamar atenção na COP30, a loja colaborativa Brasil Biomarket ganhou uma versão pop-up no Congresso de Inovação da Indústria, realizado em São Paulo e com programação até esta quinta-feira, 26. A iniciativa reúne 30 marcas de todos os biomas brasileiros e levou ao evento itens voltados a presentes e consumo imediato, como cosméticos, chocolates bean to bar, cafés de origem certificada e bebidas que incluem cachaça, vinho de açaí e drinks prontos.
A curadoria priorizou produtos com capacidade de ampliar produção e distribuição. “Escolhemos produtos com potencial de escala”, afirmou Thyago Gatto, analista de Acesso a Mercados do Sebrae. Segundo ele, as marcas passaram por programas de aceleração que envolveram mudanças na linha de produtos, melhorias de embalagem e ajustes de gestão, com foco em abrir portas para parcerias e contratos de fornecimento entre empresas.
Entre os destaques do pop-up está a participação do chef gelatier Tiago Silva, da sorveteria Boto Gelato, de Santarém (PA), que levou sabores amazônicos que lideram as vendas em suas três lojas, como açaí, cumaru, carimbó (tapioca com flocos de coco e nibs de cacau), castanha com doce de leite e cupuaçu com brigadeiro. A operação registrou alta procura logo no primeiro dia do congresso, com o carimbó à frente dos pedidos. “O carimbó foi de longe o mais pedido”, disse Silva, que relatou ter buscado capacitação e consultorias desde o começo do negócio, incluindo participação no Empretec e na Feira do Empreendedor.
O evento também foi usado como palco para uma ativação do movimento “Juntos pela Indústria”, que reúne Sebrae, CNI, Sesi, Senai e IEL com a proposta de aproximar pequenos negócios e cadeias industriais. “Estamos unindo esforços para identificar a dor do pequeno negócio que já está em rede fornecendo para a indústria e aqueles que não estão para potencializar nosso resultado”, afirmou Kelly Sanches, coordenadora de Indústria do Sebrae Nacional.
A articulação inclui iniciativas como o Catalisa ICT e o Brasil Mais Produtivo, com agentes voltados a orientar empresas e ampliar acesso a mercados. Para Fabiano Dallacorte, especialista em Competitividade Setorial do Sebrae Rio Grande do Sul, a presença de micro e pequenas empresas na cadeia industrial ganha peso por atender lotes menores e demandas emergenciais, o que aumenta a competitividade da cadeia produtiva. A expectativa é que a vitrine e as rodadas de conexão acelerem acordos de fornecimento e ampliem o espaço de produtos de origem brasileira em mercados corporativos.