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Industria

Sebrae destaca impacto da retirada de tarifas dos EUA sobre 238 produtos brasileiros

A decisão do governo dos Estados Unidos de retirar a tarifa adicional de 40% aplicada a 238 produtos brasileiros passou a valer para exportações realizadas a partir de 13 de novembro, medida que motivou reação imediata do Sebrae Nacional. O presidente da instituição, Décio Lima, afirmou que a mudança abre espaço para a retomada das relações econômicas entre os dois países e reforça a necessidade de manter o diálogo sobre itens que ainda permanecem na lista de cobranças, como máquinas, motores, móveis, café solúvel, calçados, pescados e mel .

Décio Lima observou que a retirada das tarifas beneficia setores relevantes da economia brasileira, incluindo carnes, frutas e fertilizantes. Ele declarou que a atuação do governo federal foi determinante para o resultado. “A firmeza do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin na defesa da nossa economia contribuiu para a retirada da tarifa de 40% sobre produtos como carne e café, reabrindo caminhos nas relações com os EUA”, afirmou. Para o Sebrae, a decisão tende a ampliar oportunidades para os pequenos negócios, que buscam acesso a crédito e novos mercados externos.

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Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, explicou que o tarifaço chegou a alcançar 36% da exportação brasileira para os Estados Unidos. Ele afirmou que parte dos produtos já havia migrado para a seção 232, com regras uniformes de competitividade, e que a nova decisão reduz para 22% o total de bens brasileiros ainda submetidos às tarifas adicionais. Segundo Alckmin, o governo americano reembolsará exportações feitas após 13 de novembro que tenham sido impactadas pela cobrança. “O trabalho não terminou. Ele avança e, diria, com menos barreiras agora”, disse o vice-presidente .

O Sebrae informou que seguirá orientando micro e pequenas empresas afetadas pelas medidas norte-americanas, com ações que incluem missões internacionais, rodadas de negócios e iniciativas de estímulo ao crédito. Entre julho e setembro, a instituição promoveu atividades no Chile, Panamá e em diversos estados brasileiros, somando uma estimativa de R$ 19 milhões em negócios fechados. Também foram implementadas medidas emergenciais, como o adiamento por dois meses do recolhimento de tributos para MEI, microempresas e empresas de pequeno porte afetadas pelo tarifaço, dentro do Plano Brasil Soberano.

O órgão lembra que o número de pequenos negócios exportadores aumentou 120% em dez anos, enquanto o volume comercializado por esses empreendedores cresceu 152% no período. Hoje, 41% das empresas exportadoras são de pequeno porte, embora representem cerca de 0,9% do valor total exportado. As Américas concentram 68% das vendas ao exterior realizadas por esse segmento, com destaque para América do Sul e América do Norte .

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A expectativa é que a retirada das tarifas permita ampliar a participação de pequenos negócios no comércio internacional, impulsionando cadeias produtivas que fornecem frutas, carnes, café e outros produtos agora liberados da cobrança adicional. O Sebrae reforça que continuará acompanhando negociações e oferecendo suporte técnico para ampliação do acesso de empreendedores brasileiros aos mercados externos.

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