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Notícia

Xapuri faz 121 anos, aposta em infraestrutura e reforça identidade ligada à história e à floresta

Xapuri chegou aos 121 anos neste fim de semana com solenidades no centro da cidade, atividades culturais e esportivas e um discurso oficial voltado para a combinação entre obras estruturantes e planejamento para os próximos anos. A comemoração teve desfile cívico no sábado (21) e programação ao longo do domingo (22), com participação de representantes do governo estadual e da prefeitura, em uma data usada para apresentar entregas recentes e apontar prioridades para 2026.

Entre os marcos citados nas celebrações, a Ponte da Sibéria consolidou-se como a principal mudança na rotina urbana. Inaugurada em 2025, a estrutura ligou de forma permanente o bairro Sibéria à área central e passou a reorganizar o tráfego e o deslocamento diário de moradores, além de facilitar o acesso a serviços e ao comércio. No evento, a vice-governadora Mailza Assis reforçou que o Estado mantém investimentos no município e relacionou o aniversário à trajetória histórica de Xapuri na formação do Acre. O prefeito Maxsuel Maia afirmou que a cidade vive um ciclo de avanços e que as parcerias com o governo estadual destravaram obras que estavam há anos no planejamento.

Outra intervenção destacada foi a Estrada da Variante (AC-380), entregue em setembro de 2025, com 17,57 quilômetros e conexão com a BR-317. A obra foi tratada como estratégica para um município com forte presença rural, tanto para reduzir tempo de viagem quanto para melhorar o escoamento de produção e a circulação entre comunidades e a sede. A expectativa local é que a nova rota diminua custos logísticos e amplie a integração com a região do Alto Acre.

O aniversário também reposicionou o município como destino de turismo histórico e ambiental, com a Casa de Chico Mendes no centro dessa narrativa. O imóvel, tombado como patrimônio cultural, voltou a receber visitantes após ter sido atingido por enchentes em 2024 e segue como um dos principais pontos de interesse para quem busca entender a história do líder seringueiro e a projeção internacional de Xapuri como símbolo de resistência amazônica.

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No eixo econômico, a cidade tenta avançar com uma agenda baseada em produtos da floresta, principalmente em áreas ligadas à Reserva Extrativista Chico Mendes. A castanha segue como uma das cadeias mais citadas por cooperativas e lideranças comunitárias pelo potencial de geração de renda, em um ambiente em que a ampliação de mercados e o fortalecimento do beneficiamento são vistos como decisivos para manter famílias no território e sustentar uma economia de base extrativista.

Com obras que melhoram a mobilidade e uma marca histórica associada à defesa da floresta, Xapuri entra no novo ano mirando a consolidação do turismo, o fortalecimento da bioeconomia e a ampliação de serviços urbanos, em um cenário em que infraestrutura e desenvolvimento sustentável disputam espaço como respostas para o futuro do município.

Foto: Arquivo Secom

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