A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no Acre alcançou 186.972 toneladas em dezembro de 2025, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento também aponta que a área plantada no estado chegou a 62.804 hectares, indicando expansão das atividades agrícolas e aumento do volume colhido ao longo do ano.
Os números refletem o desempenho das principais cadeias produtivas que sustentam a agricultura acreana, com destaque para culturas tradicionais e produtos que integram a base da economia rural. A mandioca permanece como o item mais cultivado no estado, enquanto outras culturas como milho, soja, banana e café também compõem o conjunto da produção agrícola. De acordo com tabela divulgada pelo IBGE e apresentada no documento, a produção inclui, entre outros produtos, 133.214 toneladas de milho, 56.659 toneladas de soja, 89.738 toneladas de banana, 10.181 toneladas de cana-de-açúcar e 6.632 toneladas de café, além de outros itens como arroz, feijão, laranja e fumo.
O levantamento integra o monitoramento contínuo realizado pelo IBGE em todos os estados brasileiros, que acompanha o comportamento da produção agrícola, a área cultivada e o rendimento das lavouras ao longo do ano. Esses dados são utilizados para orientar políticas públicas, planejamento produtivo e estratégias de abastecimento, além de permitir comparações com períodos anteriores e outras regiões do país.
Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, o fortalecimento das cadeias produtivas envolve ações voltadas à ampliação da produção e ao apoio a diferentes setores da agricultura. A secretária Temyllis Silva afirmou que projetos em execução e recursos provenientes de convênios e emendas parlamentares seguem direcionados ao setor produtivo. “Os projetos em execução, os convênios e os recursos que recebemos do governo federal, por meio de emendas parlamentares, vão seguir chegando na ponta. Cadeias como a do café, do cacau, do mel, da mandioca e as ações desenvolvidas em terras indígenas serão ampliadas”, declarou.
Ela também destacou que o trabalho ocorre em parceria com associações, cooperativas e prefeituras, com foco nos produtores rurais que dependem da atividade agrícola como principal fonte de renda. “Sabemos que há produtores que se desenvolvem mesmo sem a intervenção do governo, mas também há aqueles que dependem exclusivamente do apoio estatal. Nosso compromisso é dar continuidade ao que vem dando certo, corrigir falhas e alcançar áreas onde ainda não foi possível chegar”, afirmou.