
O prefeito Alysson Bestene fez da Praça da Revolução, no centro de Rio Branco, o principal símbolo de sua agenda de ocupação dos espaços públicos neste sábado (13), ao concentrar no mesmo local a transmissão da estreia da Seleção Brasileira contra Marrocos na Copa do Mundo de 2026 e a programação do 18º Circuito Junino. A movimentação reuniu torcedores, famílias, quadrilhas, artistas e vendedores em uma ação que uniu futebol, cultura popular e lazer gratuito no coração da capital.
A escolha da praça não foi apenas logística. Alysson tem associado sua gestão à retomada de espaços públicos como lugares de convivência, com estrutura para receber a população em eventos de grande apelo popular. Durante a campanha “Rio Branco Torce Junto”, a prefeitura montou telão, palco, banheiros químicos, pontos de distribuição de água, segurança e áreas destinadas a famílias, idosos, crianças e pessoas com deficiência. A intenção foi transformar a ida ao centro em uma experiência coletiva, em vez de limitar a transmissão do jogo a ambientes privados.
Ao comentar a estreia brasileira, Alysson buscou vincular o clima da Copa ao simbolismo da Praça da Revolução. “Tenho certeza de que a Praça da Revolução será pé-quente para o Brasil chegar ao Hexa”, afirmou o prefeito, em fala divulgada nas redes sociais. A frase reforça a tentativa da gestão de transformar o espaço em referência para os jogos da Seleção e, ao mesmo tempo, aproximar a imagem do prefeito de uma agenda popular, familiar e de forte mobilização emocional.
A programação começou ainda durante a tarde, com a chegada dos torcedores para acompanhar Brasil x Marrocos no telão. A partida marcou a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 e serviu como ponto de partida para uma agenda que atravessou o dia. Sob a administração de Alysson, a prefeitura optou por concentrar a transmissão gratuita no centro da cidade, em um espaço aberto, de fácil acesso e com capacidade para receber públicos diferentes.
Depois do jogo, a mesma estrutura passou a receber o São João. O 18º Circuito Junino de Rio Branco, aberto oficialmente na sexta-feira (12), levou para a Praça da Revolução apresentações de quadrilhas, concursos culturais, comidas típicas e torcidas organizadas. O evento é realizado pela Liga de Quadrilhas Juninas do Acre, em parceria com a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Fundação Garibaldi Brasil.
Na abertura do circuito, Alysson Bestene defendeu o peso das quadrilhas na vida cultural da cidade. “É uma tradição cultural. Estamos no 18º circuito, com quadrilhas que já representaram Rio Branco em nível nacional. Isso demonstra as nossas raízes, a nossa cultura e a importância que esse movimento tem para as comunidades”, disse. A fala coloca o São João dentro de uma agenda que vai além da festa: envolve identidade, pertencimento e reconhecimento do trabalho feito nos bairros durante meses.
O prefeito também chamou atenção para a cadeia econômica formada em torno das quadrilhas juninas. A preparação dos grupos movimenta costureiras, cenógrafos, músicos, coreógrafos, produtores culturais, vendedores, trabalhadores da alimentação e equipes de apoio. Neste ano, o circuito foi lançado com investimento de R$ 600 mil e dividido em duas etapas: a primeira na Praça da Revolução, nos dias 12, 13 e 14 de junho, e a fase final no Quadrilhódromo, nos dias 19, 20 e 21.
Nas redes sociais, Alysson reforçou a defesa da festa como política de valorização da cultura popular. O prefeito associou o circuito a uma das celebrações mais presentes na memória afetiva do povo acreano e afirmou que a estrutura foi preparada para receber as famílias com segurança e organização. A mensagem dialoga com uma estratégia política clara: ocupar a cidade com eventos gratuitos, aproximar a gestão da população e usar datas de grande mobilização para reforçar presença administrativa.
A agenda deste sábado também diferenciou Alysson de outros atores políticos que entraram no clima da Copa apenas pelas redes sociais. O ex-prefeito Tião Bocalom, por exemplo, publicou mensagem convocando a torcida pelo hexa e brincou que havia aceitado uma “convocação” de Vini Jr. A participação ficou restrita ao ambiente digital. Alysson, por sua vez, apareceu vinculado à estrutura montada pela prefeitura e à programação presencial na Praça da Revolução.
Com a combinação de Copa, São João e ocupação do centro, Alysson Bestene buscou transformar a Praça da Revolução em vitrine de gestão. O espaço deixou de funcionar apenas como ponto de passagem e recebeu uma agenda capaz de reunir esporte, cultura e economia popular. Para o prefeito, a aposta tem valor administrativo e político: mostra uma cidade em movimento, entrega uma programação visível à população e coloca sua gestão no centro de duas paixões populares no mesmo fim de semana.