Cerca de 90% dos criadouros do Aedes aegypti encontrados em levantamento recente em Rio Branco estavam dentro das residências. Diante da proximidade do período chuvoso, a Secretaria Municipal de Saúde reuniu agentes de combate às endemias nesta sexta-feira (28), no Instituto Federal do Acre (Ifac), para avaliar os resultados das ações contra dengue, zika e chikungunya e definir novas medidas de prevenção.
A maior preocupação está em recipientes mantidos nas próprias casas, como caixas-d’água, vasos e baldes sem a proteção adequada. Mesmo pequenas quantidades de água podem servir para a reprodução do mosquito, aumentando o risco de transmissão das arboviroses com a chegada das chuvas.
Apesar do cenário de atenção, a capital registra redução nos casos de dengue, zika e chikungunya. O trabalho inclui visitas domiciliares, orientação aos moradores e identificação de focos do mosquito nos bairros.
A diretora de Vigilância em Saúde, Socorro Martins, afirmou que as equipes estão usando o período seco para antecipar as ações. “Precisamos trabalhar durante o período seco para que, quando as chuvas chegarem, não tenhamos um aumento expressivo de casos nem sejamos surpreendidos pelos indicadores”, disse.
Durante a reunião, os agentes analisaram dados das atividades realizadas ao longo do ano e fizeram comparações com registros de anos anteriores. As informações serão usadas para organizar a atuação das equipes nos territórios e direcionar as medidas para áreas que exigem maior atenção.
As visitas às residências permanecem como uma das principais frentes de combate ao mosquito. A agente de combate às endemias Fabiana Cristina afirmou que o contato com os moradores permite verificar as condições dos imóveis e explicar quais cuidados devem ser adotados para eliminar possíveis criadouros.
A orientação é para que a população permita a entrada dos agentes devidamente identificados. O trabalho tem caráter educativo e busca ampliar a prevenção dentro das casas, onde está concentrada a maior parte dos focos encontrados.
Entre os cuidados recomendados estão manter caixas-d’água fechadas e eliminar objetos e recipientes que possam acumular água. A estratégia é reduzir os locais de reprodução do Aedes aegypti antes da intensificação das chuvas e evitar uma alta nos casos das doenças transmitidas pelo mosquito.