Connect with us

Empreender

Acre inicia nova modalidade do PAA para extrativistas e prevê entregas em maio

O governo do Acre começou a executar uma nova modalidade do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) voltada a famílias extrativistas e prevê que as primeiras entregas ocorram a partir de maio. A iniciativa deve alcançar cerca de 280 agricultores em cinco reservas extrativistas e está, neste fim de março, na etapa de busca ativa e cadastramento de produtores e unidades recebedoras.

A execução ocorre com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e envolve parceria com a Educação e Cultura e o ICMBio, além do apoio da Assistência Social e Direitos Humanos. A prioridade do cadastramento tem sido comunidades de difícil acesso, onde o deslocamento é majoritariamente fluvial. Nessas áreas, as escolas funcionam como pontos centrais de recebimento, conectando a produção local às demandas de alimentação e abastecimento.

A ação inclui produtores das reservas extrativistas Chico Mendes, Cazumbá/Iracema, Alto Rio Tarauacá, Riozinho da Liberdade e Alto Juruá, com abrangência em municípios como Xapuri, Brasileia, Epitaciolândia, Capixaba, Assis Brasil, Sena Madureira, Manoel Urbano, Jordão, Tarauacá, Cruzeiro do Sul e Marechal Thaumaturgo. O programa segue um modelo semelhante ao PAA Indígena e amplia a política pública para um novo público, com foco na economia das comunidades extrativistas e na produção sustentável.

Ao todo, estão previstas compras de 73 itens, incluindo produtos da sociobiodiversidade, como açaí e buriti, além de proteínas de origem animal. Para o chefe da Divisão de Apoio à Produção Familiar, Igor Honorato, a operação nas áreas mais isoladas exige logística e articulação institucional para chegar a comunidades distantes dos centros urbanos. “Esse programa é um desafio e também uma construção do Acre. Outros cinco estados também foram contemplados nessa modalidade voltada às unidades de conservação, e a parceria com o ICMBio tem sido fundamental para alcançar um público de difícil acesso, distante dos centros urbanos”, afirmou.

Advertisement

A secretária de Agricultura, Temyllis Silva, disse que o desenho do programa foi pensado para ampliar a inclusão produtiva em territórios que ainda enfrentam barreiras para acessar políticas públicas. “É uma ação voltada justamente para o público extrativista, e que foi pensada no intuito de fortalecer as comunidades que ainda possuem dificuldades em ter acesso às nossas políticas públicas. Nossa intenção é que esses 280 agricultores que fazem parte dessas cinco reservas extrativistas do estado, também sejam contemplados com nosso programa”, declarou.

Com a conclusão do cadastramento nas próximas semanas e a previsão de entregas em maio, a expectativa é que a nova modalidade reforce a segurança alimentar nas comunidades atendidas e amplie a geração de renda para famílias extrativistas, com compras públicas estruturadas para operar mesmo em regiões onde a logística depende dos rios.