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Casa do Artesanato do Acre registra R$ 443,5 mil em vendas e amplia apoio a 2,3 mil profissionais em 2025

A Casa do Artesanato Acreano encerrou 2025 com mais de R$ 443,5 mil em vendas, reunindo a produção de 130 artesãos em Rio Branco e ampliando o número de profissionais cadastrados no estado, segundo dados divulgados pela Agência de Notícias do Acre. O espaço funciona na Galeria de Arte Juvenal Antunes, em frente ao Calçadão da Gameleira, sob coordenação da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), em parceria com o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB).

Além do resultado financeiro, o levantamento aponta que 2.356 artesãos mantêm registro ativo e regular no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab). Ao longo de 2025, ações de cadastramento em diversos municípios resultaram na inclusão de 420 novos profissionais no sistema, ampliando o acesso a políticas públicas e à participação em feiras e capacitações.

A coordenadora estadual do PAB e da Casa do Artesanato Acreano, Risoleta Queiroz, afirmou que o registro regular possibilita a inserção dos artesãos em iniciativas de formação e comercialização. “O Artesanato Acreano incentiva os artesãos a participarem de capacitações e consultorias, criando oportunidades de desenvolver novos produtos para o mercado”, declarou. Segundo ela, o estado está entre os que mais comercializam produtos em feiras nacionais, com presença também em eventos internacionais.

Entre os expositores está a artesã Márcia Silvia de Lima, que participa desde a fundação da Casa. Ela relatou que passou a viver exclusivamente do artesanato após a falência de uma empresa e encontrou no espaço uma oportunidade de ampliar a clientela. “Meu carro-chefe são os colares feitos com a semente da jarina lapidada e torneada. Também produzo pulseiras, brincos, colares decorativos, chaveiros e bolsas confeccionadas com a semente”, afirmou. As peças da artesã já foram apresentadas na COP 30, em desfiles no Brasil e em Paris, e integraram produções de moda, conforme o documento.

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Márcia também mencionou a necessidade de ampliar o consumo interno. “O maior desafio é a conscientização do próprio acreano em valorizar e comprar o artesanato do Acre. Falta incentivo ao comércio justo, mas seguimos firmes, pois contamos com o apoio do governo”, disse. Para ela, a Casa funciona como canal de divulgação e aproximação com lojistas de outros estados.

Para 2026, o planejamento inclui o reforço da estrutura logística do setor. O PAB deve entregar ao Estado um caminhão-baú para transporte de peças maiores, especialmente de madeira, além de uma caminhonete S-10 destinada ao atendimento nos municípios do interior. Também estão previstos dois tablets, dois computadores, um celular e uma impressora, equipamentos que permitirão a emissão da Carteira do Artesão em formato de cartão.

Inaugurada em 2023 no Parque da Maternidade e reinaugurada em 2024 na Galeria de Arte Juvenal Antunes, a Casa do Artesanato Acreano atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos fins de semana, das 13h às 17h. Para expor no local, o artesão precisa estar inscrito no Sicab, apresentar documentação pessoal e submeter duas peças à curadoria para emissão da Carteira do Artesão.

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