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Notícia

Justiça determina prisão de procurador suspeito de envolvimento na morte de médica em Brasileia

A Justiça do Acre determinou a prisão preventiva do procurador municipal e advogado Francisco Valadares Neto, investigado por suspeita de ter ordenado o assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, em Brasileia. A ordem judicial foi anunciada nesta quarta-feira (4), durante coletiva de imprensa realizada pela Polícia Civil e pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em Rio Branco.

O delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Bulzolin, confirmou que o mandado foi expedido e que as providências para seu cumprimento já estavam em andamento. Francisco permanece internado no Pronto-Socorro de Rio Branco, onde recebe atendimento médico sob acompanhamento das autoridades.

O advogado foi encontrado desacordado dentro de casa, em Brasileia, na terça-feira (3). Após ser socorrido, acabou transferido para Rio Branco e internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele está sob ventilação mecânica, mas apresenta quadro clínico estável.

Elyne foi assassinada a tiros na noite de segunda-feira (2), enquanto estava com amigos em um estabelecimento comercial de Brasileia. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um homem se aproximou da mesa ocupada pela médica, disparou contra ela e deixou o local.

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As investigações apontam para a possibilidade de um crime encomendado. A polícia apura se Francisco, ex-companheiro da vítima, teria participado do planejamento da execução. As equipes também trabalham para identificar todos os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do assassinato.

O caso ganhou novos desdobramentos após a confirmação de que Elyne havia denunciado ameaças e possíveis violações de medidas protetivas antes de morrer. O Ministério Público do Acre chegou a solicitar, em duas oportunidades, a prisão preventiva do advogado, mas os pedidos não foram aceitos pela Justiça.

Após o assassinato, a Vara Criminal de Brasileia reconsiderou a necessidade da medida e decretou a prisão preventiva do investigado na terça-feira (3). Também foram autorizadas diligências, incluindo buscas e acesso a dados que possam ajudar na identificação dos responsáveis.

O Tribunal de Justiça do Acre informou que as decisões anteriores que negaram a prisão levaram em consideração relatórios de monitoramento eletrônico apresentados ao processo.

Além das consequências na esfera criminal, Francisco Valadares Neto teve o exercício da advocacia suspenso cautelarmente pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Acre (OAB/AC), por até 90 dias.

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A Polícia Civil continua reunindo provas sobre a execução da médica. Até o momento, a prisão preventiva tem caráter cautelar, e a responsabilidade criminal dos investigados ainda será apurada no decorrer do processo.

Com informações: A Gazeta do Acre