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Pesquisa subsidia o zoneamento Ecológico Econômico do Acre

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Estudos realizados pela Embrapa e outras instituições geraram dados para a elaboração do Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) em estados da Amazônia. 

No Acre, a terceira versão da ferramenta, lançada recentemente, atualiza informações sobre os recursos naturais, economia e populações do estado e evidencia mudanças ocorridas na última década. 

O ZEE é um instrumento da Política Nacional de Meio Ambiente, criada para subsidiar a tomada de decisões e apoiar a elaboração de políticas públicas e projetos convergentes com diretrizes de planejamento para a ocupação territorial e desenvolvimento sustentável. 

 O novo Mapa de Subsídios à Gestão Ambiental e Territorial do Acre revelou, entre outras questões, que a cobertura florestal do estado reduziu de 92% para 85%, em dez anos. Com base nesse diagnóstico, o novo ZEE propôs novas diretrizes para o desenvolvimento sustentável do setor produtivo, com o uso de sistemas de produção integrada e o aproveitamento de áreas desmatadas para fortalecer o agronegócio e a economia acreana.

Conforme os estudos de aptidão agrícola, cerca de 380 mil hectares de pastagens degradadas ou em processo de degradação podem ser convertidos para outros sistemas produtivos. A integração lavoura-pecuária (ILP), com cultivos de milho e soja intercalados com gramíneas, está entre as estratégias para viabilizar a produção agropecuária no estado.

Outra alternativa para incremento do agronegócio no Acre são os Sistemas Agroflorestais (SAFs), tecnologia que otimiza o uso da terra, com diferentes cultivos na mesma área, e gera renda de forma escalonada. Pesquisas da Embrapa Acre validaram arranjos tanto para a agricultura familiar como para a produção em larga escala. A lista de culturas identificadas pelo ZEE com aptidão para compor esses sistemas inclui café, banana, feijão e açaí, dentre outras espécies agrícolas e florestais. 

Fonte: Embrapa