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Meio ambiente

Pluviômetros e réguas de nível são instalados em comunidades ribeirinhas do Juruá para reforçar alertas de cheia

Uma equipe da Defesa Civil do Acre percorreu rios do Vale do Juruá em 21 de fevereiro de 2026 para instalar e fazer manutenção de equipamentos que medem chuva e nível das águas em comunidades ribeirinhas, com o objetivo de ampliar a rede de monitoramento e acelerar o envio de informações que subsidiam alertas e ações de resposta durante períodos de cheia.

A operação ocorreu por via fluvial e somou cerca de 1.220 quilômetros de deslocamento, passando pelos rios Amônia, Tejo e Juruá e chegando à região da Foz do Breu, na fronteira com o Peru. O trajeto incluiu atendimento a localidades ligadas a Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo, com ações voltadas tanto à instalação de aparelhos quanto ao treinamento de moradores para leituras e repasse de dados aos coordenadores municipais e estaduais.

No roteiro, a equipe instalou pluviômetros para registrar o volume de precipitação e substituiu réguas de medição do nível dos rios que estavam danificadas, além de implantar novos instrumentos em pontos que ainda não contavam com esse tipo de aferição, ampliando a cobertura do acompanhamento hidrometeorológico em áreas de difícil acesso. O coronel James Gomes explicou a função dos equipamentos e a ligação com a tomada de decisão em situações de risco. “Esses aparelhos servem para medir a quantidade de chuva que precipita na região e gerar essas informações”, afirmou, ao destacar a ampliação da rede de alerta e do sistema de informações hidrometeorológicas com as novas instalações.

Na Foz do Breu, moradores relataram que, antes da chegada dos instrumentos, a comunidade improvisou formas de acompanhar a variação do rio. José Silva contou que chegou a usar um copo de plástico para marcar a altura da água até a substituição pelas réguas. Ele também apontou a diferença trazida pela medição digital na rotina de comunicação com os órgãos responsáveis. “O equipamento digital já mede todos os milímetros de chuva que caem na região, e agora conseguimos enviar a quantidade registrada de forma muito mais ágil”, disse.

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Em Marechal Thaumaturgo, a capacitação alcançou a aldeia Apiwtxa, onde John Hilder Ashaninka participou do treinamento para operar o equipamento instalado e relacionou o monitoramento à prevenção de alagações e aos impactos percebidos nas comunidades ao longo do rio. “Esse equipamento é muito importante para medir a quantidade de chuva que está caindo e também para nos prevenir de futuras alagações, que vêm causando prejuízos aos ribeirinhos que moram mais abaixo no rio. Com esse monitoramento, temos um alerta a mais para garantir a segurança de todos”, afirmou.

Com mais pontos de medição e com moradores treinados para coletar e enviar dados, a expectativa é reduzir o tempo entre o registro em campo e a circulação da informação para as estruturas municipais e estaduais, fortalecendo o sistema de alertas em uma região onde a leitura do nível dos rios e do volume de chuvas interfere diretamente nas decisões de proteção e deslocamento de famílias.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

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