O atendimento ao público geral no Restaurante Popular de Rio Branco foi suspenso por tempo indeterminado neste domingo, 28 de dezembro de 2025, em razão da alagação registrada na capital acreana, segundo comunicado divulgado pela Prefeitura de Rio Branco. A decisão foi tomada para permitir que a estrutura da unidade seja utilizada exclusivamente no preparo e na oferta de refeições destinadas às pessoas acolhidas em abrigos e à população em situação de rua, enquanto persistem os impactos da cheia.
De acordo com a gestão municipal, a medida está inserida no conjunto de ações emergenciais adotadas pelo município diante da elevação do nível do Rio Acre e dos transtornos provocados pelas chuvas intensas registradas nos últimos dias. O Restaurante Popular, que normalmente atende a população em geral com refeições a baixo custo, passa a ter funcionamento restrito, concentrando sua produção alimentar nos grupos diretamente afetados pela alagação, considerados prioritários neste momento.
No comunicado oficial, a Prefeitura informa que a suspensão do atendimento regular tem como objetivo garantir o fornecimento de alimentação às pessoas que precisaram deixar suas casas e foram encaminhadas para abrigos, além daqueles que já se encontravam em situação de vulnerabilidade social nas ruas da cidade. A administração municipal também afirma que os esforços das equipes estão voltados para o enfrentamento dos efeitos da cheia, que atingiu diversos bairros de Rio Branco e levou ao deslocamento de famílias.
Ainda segundo a Prefeitura, o atendimento ao público geral será retomado assim que as condições permitirem, sem que haja, até o momento, previsão para a normalização dos serviços. A situação segue sendo monitorada pelos órgãos municipais, que avaliam diariamente os impactos da alagação e a necessidade de manutenção das medidas emergenciais adotadas.
A suspensão temporária do atendimento regular no Restaurante Popular ocorre em um contexto mais amplo de ações de resposta à cheia do Rio Acre, que incluem o acolhimento de famílias em abrigos, o acompanhamento de áreas de risco e a mobilização de equipes da assistência social e da defesa civil para atendimento à população afetada.