Hotéis e pousadas de todo o país terão de adotar, a partir de 20 de abril de 2026, a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital e gratuito, medida que passa a valer para todo o setor — incluindo mais de 39 mil microempresas e empresas de pequeno porte. A mudança substitui o registro tradicional e pretende reduzir custos e tempo na rotina de check-in, além de padronizar a coleta de informações no turismo brasileiro.
O Sebrae alerta que a adesão precisa ocorrer o quanto antes porque, sem o cadastro regularizado, o estabelecimento pode ficar impedido de receber hóspedes e sujeito a notificações e sanções administrativas, além de entrar em situação de irregularidade perante órgãos de fiscalização federais e estaduais.
A nova plataforma centraliza dados previstos na Lei Geral do Turismo e amplia o uso dessas informações para gestão. Com a FNRH digital, os empreendedores passam a ter uma base mais organizada para entender o perfil do visitante, o motivo da viagem e os modais de transporte, dados que podem orientar decisões comerciais e operacionais. O Ministério do Turismo também terá acesso às informações para apoiar a formulação de políticas públicas.
O registro, segundo as regras do sistema, segue as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): as informações são consolidadas sem identificação individual, o que impede a exposição da identidade dos hóspedes e mantém a proteção dos dados pessoais.
Para implementar o modelo digital, o caminho começa pelo Cadastur, com acesso via gov.br. Depois do login, o responsável pelo empreendimento deve preencher o campo de Responsável pela FNRH e aguardar a validação pela Secretaria de Turismo estadual, processo que pode levar até cinco dias úteis. Com a liberação, o acesso ao sistema da nova ficha ocorre pelo ambiente da FNRH, também com autenticação do gov.br.
Com a data de início já definida, a adaptação vira ponto crítico para evitar interrupções no atendimento e garantir conformidade com a fiscalização, ao mesmo tempo em que o setor passa a operar com um registro nacional padronizado que deve influenciar a forma como o turismo mede fluxo, demanda e comportamento de viagem no país.