A Justiça do Acre suspendeu a reintegração de posse de uma área rural em Porto Acre após pedido da Defensoria Pública. A medida impediu a retirada imediata de famílias instaladas no local e manteve os moradores na área enquanto o processo seguia em análise.
A ofensiva da Defensoria começou depois que os ocupantes foram informados de que teriam prazo curto para deixar a propriedade. O órgão acionou o Judiciário para frear a desocupação e sustentar a necessidade de proteção às famílias diante do risco de despejo coletivo.
Na decisão, a Justiça considerou o impacto social da retirada e o direito à moradia dos ocupantes. A suspensão interrompeu o cumprimento da ordem de reintegração e evitou que a desocupação fosse executada de forma imediata.
O caso expôs mais um capítulo da disputa por terras no Acre e colocou no centro da discussão os efeitos de medidas possessórias sobre comunidades vulneráveis. Com a decisão, as famílias ganharam fôlego para permanecer na área até novo desdobramento judicial.