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Notícia

Fundo Eleitoral muda peso das alianças e coloca PL no topo da disputa por recursos em 2026

A divisão dos R$ 4,96 bilhões reservados ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha para as eleições de 2026 criou um novo cenário financeiro entre os partidos que participam da disputa pelo Governo do Acre. O PL ficou com a maior parcela nacional, de R$ 881,7 milhões, enquanto PT, União Brasil, PSD, PP, MDB e Republicanos também aparecem entre as legendas com maior acesso aos recursos públicos destinados às campanhas.

O dinheiro não será transferido automaticamente para os diretórios do Acre. Cada direção nacional precisa estabelecer os critérios de distribuição entre candidatos, estados e tipos de disputa. Ainda assim, o tamanho da cota nacional amplia a capacidade das siglas de financiar campanhas e coloca as alianças formadas no estado em condições diferentes de estrutura.

A maior mudança em relação à eleição de 2022 ocorreu no PL. O partido saiu de R$ 288,5 milhões há quatro anos para R$ 881,7 milhões em 2026, crescimento de 205,6%. A legenda passou da sétima posição para o primeiro lugar na distribuição do Fundo Eleitoral e ficou com 17,77% de todo o dinheiro disponível neste ano.

No Acre, o PL integra o grupo político que apoia a candidatura da governadora Mailza Assis, do PP. A mesma aliança reúne partidos que também estão entre os mais bem posicionados na divisão nacional, como União Brasil, MDB e o próprio PP. O União Brasil terá R$ 526,2 milhões, o PP receberá R$ 417,1 milhões e o MDB contará com R$ 400 milhões.

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A segunda maior parcela pertence ao PT, que terá R$ 615,4 milhões. O partido integra a aliança em torno da candidatura de Thor Dantas, do PSB. A composição reúne ainda Podemos, PCdoB e PV. O PSB terá R$ 152,3 milhões, enquanto o Podemos receberá cerca de R$ 246 milhões.

O Republicanos, partido do senador Alan Rick, ficou com R$ 348,6 milhões. A legenda aumentou em 43,9% sua participação em relação a 2022, quando recebeu R$ 242,3 milhões. Na mesma aliança está o PSD, que terá R$ 421 milhões e aparece entre os cinco maiores beneficiários do fundo em 2026. Novo e Avante também fazem parte da composição.

Em situação diferente aparece o PSDB, legenda de Tião Bocalom. O partido terá R$ 147,9 milhões, menos da metade dos R$ 320 milhões recebidos em 2022. A redução foi de 53,8%, uma das maiores entre os partidos com representação nacional.

Outras legendas também perderam espaço na divisão. O PSB caiu de R$ 268,9 milhões para R$ 152,3 milhões, enquanto o PDT passou de R$ 253,4 milhões para R$ 169,3 milhões. O União Brasil, que liderava o ranking em 2022, teve redução de 32,8% e caiu para a terceira posição.

Na direção contrária, além do PL e do Republicanos, PT, PSD e PP ampliaram seus recursos. O PT avançou 22,3%, o PSD cresceu 20,3% e o PP teve aumento de 21% em comparação com a eleição anterior.

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O Tribunal Superior Eleitoral fixou em R$ 4.961.519.777 o valor total do Fundo Eleitoral de 2026. A divisão segue critérios previstos na legislação e considera, entre outros pontos, a representação das legendas na Câmara dos Deputados e no Senado. Em agosto, o TSE encerrou uma ação em que o PT buscava rever parte do cálculo, mantendo a distribuição divulgada anteriormente.

O volume disponível nacionalmente não permite antecipar quanto cada candidatura receberá no Acre. Essa definição depende das regras internas aprovadas pelas executivas nacionais. Os números, porém, mostram o tamanho da estrutura financeira que cada partido terá à disposição para organizar suas prioridades na campanha eleitoral deste ano.

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