O Poder Judiciário do Acre informou nesta quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, que identificou um golpe envolvendo o envio de cobranças falsas por e-mail, em nome do Tribunal de Justiça, utilizando referências ao Cartório de Protesto da Comarca de Feijó. O alerta foi emitido após uma moradora do município procurar o cartório para verificar a origem de uma cobrança de R$ 68,01 apresentada como “intimação de contestação”.
A Corregedoria-Geral da Justiça analisou o material apresentado e concluiu que o documento não correspondia a qualquer procedimento oficial. As informações indicam que golpistas têm utilizado o nome do Judiciário para induzir vítimas ao pagamento de valores, explorando o formato de notificações processuais para conferir aparência de legitimidade. O Tribunal esclarece que não utiliza e-mail para envio de intimações de contestação e que não solicita pagamentos por esse meio, o que reforça o caráter fraudulento das mensagens. “Qualquer comunicação com esse teor deve ser considerada suspeita”, informou a Administração do PJAC.
O Judiciário orienta que a população não abra anexos, não clique em links e não realize pagamentos ao receber mensagens semelhantes. Segundo o Tribunal, situações desse tipo devem ser descartadas como lixo eletrônico e comunicadas às autoridades por meio de Boletim de Ocorrência, que pode ser registrado presencialmente ou na delegacia virtual da Polícia Civil. A orientação se soma a outros avisos emitidos em períodos anteriores sobre práticas criminosas que usam nomes de órgãos públicos para tentar obter dados ou valores de vítimas, um padrão que tem se intensificado com o aumento de golpes digitais no país.
A recomendação do Tribunal busca reduzir riscos ao público e reforçar mecanismos de prevenção diante de tentativas de fraude que circulam com rapidez pela internet. A instituição destaca que informações oficiais continuam sendo divulgadas pelos canais tradicionais e que mudanças nos procedimentos de comunicação são sempre informadas publicamente para evitar interpretações equivocadas. “A população deve recorrer aos canais oficiais sempre que tiver dúvidas sobre a autenticidade de mensagens ou cobranças”, orientou o Judiciário.