O Acre recebeu nota geral 2,0 no IRIS 2026, levantamento que avalia a segurança viária nas 27 unidades da Federação com base em dados de 2024. O resultado colocou o estado entre as menores pontuações do país e mostrou recuo em relação à edição anterior, que utilizou informações referentes a 2023.
A avaliação reúne indicadores ligados à gestão do trânsito, condições das vias, segurança dos veículos, educação, atendimento às vítimas, fiscalização e mortalidade. A metodologia foi construída a partir dos seis pilares do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, o Pnatrans, acrescidos de uma área específica para analisar mortes no trânsito.
Com nota 2,0, o Acre ficou no mesmo patamar do Amapá. O Amazonas registrou 1,9, enquanto o Maranhão chegou a 2,1. O levantamento também apontou que Acre e Amapá tiveram algumas das maiores reduções na classificação entre as duas edições analisadas.
Os números, no entanto, precisam ser observados em conjunto. Uma alta ou queda percentual entre dois anos não representa, isoladamente, melhora ou piora absoluta da segurança viária. O resultado considera diferentes estruturas e indicadores existentes em cada estado.
Entre os pontos que pesaram no desempenho acreano está a fiscalização eletrônica. Acre, Amazonas e Rondônia aparecem entre os estados com menor presença de câmeras de fiscalização em relação ao tamanho da frota. Equipamentos como radares e câmeras são usados tanto para registrar infrações quanto para controlar velocidades e reduzir situações de risco.
O Acre também aparece entre os estados com maiores taxas de registros de infrações relacionadas ao consumo de álcool ao volante, ao lado de Mato Grosso e Roraima. A quantidade de autuações, porém, depende da capacidade de fiscalização e não pode ser interpretada sozinha como medida do comportamento dos condutores.
Na educação para o trânsito, o Acre recebeu uma estrela. Amazonas, Mato Grosso do Sul, Amapá, Mato Grosso e Roraima também ficaram nessa faixa de classificação. O resultado considera ações e estruturas destinadas à formação e conscientização de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
Outro problema analisado pelo IRIS é a qualidade das informações utilizadas para planejar ações de segurança viária. A avaliação leva em conta a integração dos municípios ao Sistema Nacional de Trânsito, os registros do Registro Nacional de Sinistros e Estatísticas de Trânsito e os dados disponibilizados pelos departamentos estaduais de trânsito.
A edição de 2026 utiliza informações referentes a 2024 e permite acompanhar mudanças em relação aos dados de 2023. O objetivo é reunir diferentes aspectos da segurança viária para auxiliar no diagnóstico dos estados e na elaboração de ações destinadas a reduzir sinistros, feridos e mortes no trânsito.