O Acre registrou 62 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e a primeira quinzena de setembro de 2026. Os óbitos ocorreram entre as semanas epidemiológicas 1 e 35 e mostram maior participação de crianças no total de vítimas, principalmente entre menores de 2 anos.
Bebês e crianças de até 23 meses somaram 12 mortes neste ano. Em 2024 e 2025, haviam sido registrados oito óbitos nessa faixa etária em cada período. O avanço para 12 mortes representa crescimento de 50%.
Considerando todas as faixas de 0 a 19 anos, crianças e adolescentes concentram 31 das 62 mortes registradas em 2026, exatamente metade dos óbitos. Além dos 12 casos entre menores de 2 anos, houve cinco mortes entre crianças de 2 a 4 anos, nove entre 5 e 9 anos e cinco entre adolescentes de 10 a 19 anos.
Entre os adultos, foi registrada uma morte na faixa de 20 a 29 anos, duas entre pessoas de 30 a 39 anos e nenhuma entre 40 e 49 anos. Outras duas mortes ocorreram entre pessoas de 50 a 59 anos.
Os idosos ainda representam uma parcela expressiva dos registros. Pessoas com 60 anos ou mais somaram 26 mortes, o equivalente a cerca de 42% de todos os óbitos por SRAG contabilizados no Acre no período.
A distribuição das mortes reforça a mudança observada ao longo de 2026 no perfil das vítimas das síndromes respiratórias graves no estado. Enquanto crianças passaram a representar uma parcela maior dos casos fatais, o número de óbitos entre idosos permanece abaixo dos patamares registrados nos anos anteriores.