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Notícia

Estiagem leva Prefeitura de Rio Branco a reforçar abastecimento de água na Transacreana

A Prefeitura de Rio Branco reforçou a distribuição de água potável para moradores da Transacreana afetados pela estiagem. A operação, realizada pela Defesa Civil Municipal com caminhões-pipa, atende comunidades rurais onde poços, açudes e outras fontes usadas pelas famílias tiveram redução no volume de água ou secaram durante o período de seca.

O abastecimento ocorre às terças e quintas-feiras e contempla localidades situadas entre os quilômetros 2 e 58 da Transacreana. Entre seis e oito caminhões são mobilizados simultaneamente em diferentes rotas para ampliar o alcance da operação.

Uma das comunidades atendidas é a Vila Manoel Marques, onde aproximadamente 300 famílias dependem do reforço no fornecimento. A falta de água se agrava durante o verão amazônico e compromete tanto o consumo das famílias quanto a rotina de pequenos produtores rurais.

Além da redução dos reservatórios, algumas propriedades enfrentam outro problema: a água disponível nos poços não é adequada para consumo. A presidente da Associação de Moradores e Produtores Rurais da comunidade Nova Esperança, Rosiane Vieira, relatou que há locais onde a água é salobra e não pode ser utilizada para consumo humano.

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A associação auxilia no cadastramento dos moradores e no levantamento das áreas que precisam receber os caminhões-pipa. O trabalho permite organizar as rotas e concentrar o atendimento nas famílias em situação mais crítica.

A ampliação da operação ocorre no momento em que Rio Branco enfrenta os efeitos do período de estiagem. O prefeito Alysson Bestene decretou situação de emergência no município, medida que amplia a capacidade de resposta do poder público diante dos impactos provocados pela seca.

O decreto tem validade de 180 dias e poderá ser prorrogado caso as condições permaneçam. Antes da emergência, o município já estava em situação de alerta, mas o avanço da estiagem aumentou a necessidade de ações para garantir o abastecimento das áreas atingidas.

A redução dos níveis de rios, igarapés, açudes e poços também pressiona a estrutura de captação e distribuição de água. Segundo o prefeito, o cenário exige maior rapidez na operação dos caminhões-pipa e no atendimento às comunidades que enfrentam dificuldades de acesso à água.

Moradores relatam que o problema se repete durante os períodos mais secos do ano. Fernanda Souza, residente na região, afirmou que o apoio dos caminhões é fundamental para as famílias que ficam sem água durante o verão.

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A Defesa Civil Municipal mantém o atendimento na zona rural e concentra as ações nas comunidades com maior dificuldade de abastecimento enquanto persistirem os efeitos da estiagem.