O Ministério da Educação liberou nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026, o aplicativo MEC Livros, uma plataforma gratuita que reúne quase 8 mil obras literárias para leitura e empréstimo digital, com títulos autorais — incluindo lançamentos e livros entre os mais vendidos — e opção de baixar obras em domínio público em formato ePub. O anúncio foi feito em Brasília e chegou ao público junto com a promessa do governo de ampliar o acesso à leitura por meio do celular e do computador.
Ao apresentar a ferramenta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a iniciativa pretende ampliar o alcance da literatura no país. “Com isso, vamos fortalecer a leitura e levar a literatura a todo o povo brasileiro”, disse o presidente. O catálogo inclui nomes como Clarice Lispector e Ariano Suassuna, além de autores estrangeiros, entre eles José Saramago e Gabriel García Márquez.
O MEC informou que o aplicativo funciona como uma biblioteca pública online e combina leitura com recursos de personalização. Entre as ferramentas, estão ajustes de fonte e contraste, elementos de jogos aplicados ao hábito de leitura e notificações automatizadas. O serviço também permite consultar dúvidas com um agente de inteligência artificial. A plataforma foi lançada com acesso em dispositivos Android e opção de uso em computadores, integrada ao sistema gov.br.
No mesmo anúncio, Lula antecipou que o ministério pretende lançar em breve o aplicativo MEC Idiomas, voltado ao ensino de línguas. A proposta é oferecer 800 aulas de inglês e espanhol em formato autoinstrutivo, com seis níveis de aprendizagem, do básico ao avançado. O MEC declarou que a ferramenta deve incluir apoio de inteligência artificial para prática de conversação, teste de proficiência, notificações e aulas de reforço.
Segundo a pasta, o MEC Idiomas terá investimento estimado em R$ 1,68 milhão por ano e pode atender 16 mil estudantes por semestre. A expectativa do ministério é que as duas iniciativas ampliem o acesso a conteúdos educacionais e reduzam barreiras para leitura e aprendizagem, especialmente para estudantes que dependem do celular como principal porta de entrada para serviços digitais.