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Economia e Industria

Pequenos negócios devem preparar sistemas e notas fiscais para novas regras do IBS e CBS

Micro e pequenas empresas terão até o fim de 2026 para ajustar sistemas de emissão de notas fiscais, processos internos e rotinas contábeis às mudanças trazidas pela Reforma Tributária. Para os optantes pelo Simples Nacional, o preenchimento das informações referentes ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) passa a ser obrigatório em 1º de janeiro de 2027.

O período de transição já começou para outros contribuintes. Desde agosto de 2026, diferentes modelos de documentos fiscais passaram a incorporar campos destinados aos novos tributos. A mudança envolve notas fiscais de produtos, vendas ao consumidor, transporte e outras operações, dentro de um cronograma de adaptação do novo sistema tributário.

Mesmo sem a obrigação imediata de preencher IBS e CBS nas próprias notas, empresas do Simples podem sentir os efeitos da mudança ainda neste ano. Isso ocorre principalmente nas compras feitas de fornecedores sujeitos ao Lucro Real ou ao Lucro Presumido, que já podem emitir documentos com os novos campos tributários.

A conferência das notas recebidas passa a exigir atenção aos códigos e classificações usados pelos fornecedores. Informações preenchidas de forma incorreta podem afetar a escrituração fiscal e gerar dificuldades futuras no tratamento dos créditos tributários relacionados às operações.

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O IBS substituirá gradualmente o ICMS e o ISS, atualmente cobrados por estados e municípios. A CBS fará parte da substituição dos tributos federais incidentes sobre o consumo, como PIS e Cofins. Em 2026, a implantação ocorre em caráter de teste, com alíquota de referência total de 1%, sendo 0,1% para o IBS e 0,9% para a CBS.

O cronograma também varia conforme o tipo de documento fiscal. A Nota Fiscal de Serviço Eletrônica tem etapas próprias de implantação, o que exige que empresas prestadoras de serviços verifiquem as datas aplicáveis às suas atividades antes da entrada definitiva das novas obrigações.

Para os pequenos negócios, a preparação passa pela atualização dos programas usados para emitir documentos fiscais e pela revisão das configurações tributárias adotadas nas operações. Empresas também precisam verificar com contadores e fornecedores de software se os sistemas estarão preparados para os novos campos e regras.

A adaptação ganha importância porque, a partir de 2027, os optantes pelo Simples Nacional entram em uma nova etapa da Reforma Tributária. Além das mudanças documentais, as empresas terão de acompanhar as regras relacionadas à forma de recolhimento do IBS e da CBS dentro do novo modelo.

O segundo semestre de 2026 funciona, portanto, como período de preparação para uma mudança que alcançará diretamente a rotina fiscal dos pequenos negócios no próximo ano. A revisão antecipada dos sistemas, cadastros e procedimentos pode reduzir problemas na emissão e no recebimento de documentos fiscais quando as novas exigências entrarem em vigor.

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