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Notícia

SEASDH leva oficinas do Suas a território indígena no Jordão e capacita mulheres Huni Kuin

Entre 17 e 21 de abril de 2026, uma equipe da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) realizou oficinas e atividades de assistência social na comunidade indígena Arco-Íris, no município de Jordão, no interior do Acre. A ação foi feita com o apoio do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) local e reuniu crianças, jovens, mulheres e lideranças indígenas, com foco no acesso a serviços e benefícios do Sistema Único de Assistência Social (Suas).

A programação incluiu uma oficina técnica voltada à rede municipal, com orientações sobre programas e serviços de proteção social básica e sobre o acesso a benefícios como o Cadastro Único (CadÚnico) e o Bolsa Família. “Levamos orientações e serviços para que a equipe possa oferecer um atendimento qualificado e culturalmente adequado como o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo (SCFV), no Programa de Atenção integral à Família (Paif) e Primeira Infância no Suas, para acolher famílias indígenas que vivem em áreas urbanas e territórios indígenas”, afirmou Andréia Guedes, técnica da Assessoria de Indigenismo e Comunidades Tradicionais da SEASDH.

A iniciativa foi coordenada pela Diretoria de Política de Assistência Social, por meio do Departamento de Proteção Social Básica e da Assessoria de Indigenismo e Comunidades Tradicionais. O trabalho também envolveu parceria com a prefeitura de Jordão, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Polo Base de Saúde do município, para ampliar o alcance das orientações e facilitar o acesso das comunidades aos serviços do Suas. No município, 43% da população é indígena.

Além da capacitação técnica, foi realizada uma oficina orientativa com mais de 25 mulheres indígenas da Associação Casa Ainbu Daya, com participação da etnia Huni Kuin. A atividade abordou o Paif e o Primeira Infância no Suas, com foco na orientação sobre direitos e no atendimento às demandas de mulheres que vivem tanto em áreas urbanas quanto em áreas rurais e territórios indígenas. “A importância da formação é tanto fazer com que os técnicos reconheçam os povos indígenas como integrantes do Suas como também fazer com que mulheres indígenas conheçam seus direitos, principalmente as que vivem na cidade e em áreas rurais. Nosso objetivo é orientar e deixar eles cientes dos seus direitos”, disse Patrícia Campos, técnica do Departamento de Proteção Social Básica.

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A SEASDH informou que mantém presença em aldeias e territórios indígenas há sete anos com ações de informação e garantia de direitos. A expectativa é que a capacitação fortaleça o atendimento do Cras em Jordão e amplie a procura por serviços e benefícios, com atendimento adequado às especificidades culturais das comunidades indígenas do município.