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Sebrae apresenta DataSebrae à academia para apoiar formulação de políticas públicas baseadas em dados

O Sebrae apresentou, nesta semana, durante o 53º Encontro Nacional de Economia da Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia, no Insper, em São Paulo, a estratégia de aproximação com a academia para ampliar o uso de dados sobre micro e pequenas empresas na formulação de políticas públicas, com foco na disseminação e no uso da plataforma DataSebrae como base de evidências para pesquisas e decisões institucionais.

A participação da instituição no evento ocorreu em um painel dedicado ao DataSebrae, base que consolida informações sobre pequenos negócios em todo o país e reúne dados de abertura e fechamento de empresas, perfil dos empreendedores, emprego, renda, sustentabilidade, setores econômicos e recortes territoriais. O objetivo apresentado foi ampliar o acesso de pesquisadores, economistas e formuladores de políticas públicas a esse conjunto de informações, estimulando análises mais próximas da realidade da base produtiva brasileira.

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Durante o painel, o gerente nacional de Estratégia e Transformação do Sebrae, André Spínola, afirmou que a aproximação com a academia amplia o alcance e o impacto do uso dos dados. Segundo ele, quando pesquisadores passam a utilizar esse acervo de forma contínua, os dados se desdobram em diferentes linhas de pesquisa e contribuem para diagnósticos, projeções e evidências necessárias à formulação de políticas públicas. “Dados são a base de qualquer boa política pública. Quando colocamos essas informações à disposição de pesquisadores e formuladores, criamos um ambiente mais qualificado para decisões que afetam milhões de empreendedores”, afirmou Spínola.

A apresentação incluiu ferramentas como o Observatório Setorial e Territorial, o Atlas dos Pequenos Negócios, painéis com dados do Novo Caged, a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) e produtos digitais que permitem análises por CNAE, porte empresarial, localização e dinâmica econômica. De acordo com o Sebrae, essas informações passam por processos de curadoria, tratamento e enriquecimento, combinando bases próprias da instituição e fontes externas, com metodologia e transparência.

O especialista em Inteligência de Dados do Sebrae, André Maciel, destacou que o Observatório Setorial e Territorial é uma plataforma pública voltada tanto para empreendedores quanto para analistas e pesquisadores, reunindo indicadores sobre empresas, emprego, faturamento, dinâmica regional e comportamento setorial, organizados por setor, território e porte. A proposta, segundo ele, é apoiar a tomada de decisão a partir de dados sistematizados e comparáveis.

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Já a gerente adjunta de Estratégia e Transformação do Sebrae Nacional, Aretha Zarlenga, explicou que o DataSebrae surgiu a partir da necessidade de transformar um grande repositório interno em uma plataforma aberta e acessível, capaz de dialogar com diferentes públicos. Para ela, disponibilizar esses dados é também um convite para que a academia incorpore os pequenos negócios de forma mais consistente em pesquisas e estudos econômicos, ampliando o potencial analítico e o uso das informações produzidas pela instituição.

A agenda do Sebrae no Encontro Nacional de Economia incluiu ainda a apresentação de projetos nas áreas de financiamento, competitividade, diversidade e inclusão, políticas públicas e desenvolvimento territorial, além da participação em uma sessão de conjuntura voltada à análise do papel dos pequenos negócios no desenvolvimento econômico do país. Segundo a instituição, a iniciativa busca estimular novas agendas de pesquisa e fortalecer políticas públicas baseadas em evidências empíricas sobre o funcionamento da economia a partir da base produtiva nacional.

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