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Empreender

Três em cada quatro MEIs afirmam vender mais após formalização, aponta Sebrae

Pesquisa com 14 mil pequenos negócios mostra que emissão de nota fiscal e acesso aos benefícios do INSS estão entre os principais motivos para abrir um CNPJ

Três em cada quatro microempreendedores individuais (MEIs) afirmam que passaram a vender mais depois de formalizar seus negócios. O percentual de 75% é o maior já registrado na série histórica da pesquisa Perfil do MEI e da MPE, divulgada nesta sexta-feira (9) pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O levantamento ouviu 14 mil pequenos negócios em todo o Brasil.

O resultado supera os índices das edições anteriores. Em 2019, 71% dos entrevistados afirmavam que a formalização havia contribuído para ampliar as vendas. O percentual caiu para 69% em 2022, subiu para 74% em 2024 e chegou agora a 75%.

O Ceará apresentou o maior índice do país, com 81% dos microempreendedores relatando aumento nas vendas após a formalização. Mato Grosso e Piauí aparecem em seguida, ambos com 80%, enquanto o Distrito Federal registrou 79%.

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A possibilidade de emitir nota fiscal foi apontada como principal motivo para a formalização por 32% dos MEIs entrevistados. Outros 27% buscaram o registro para ter acesso aos benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), enquanto 17% decidiram abrir um CNPJ para evitar problemas com a fiscalização.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, afirmou que a formalização amplia as possibilidades de negócios e pode contribuir para o crescimento da renda dos empreendedores. “A formalização permite acesso a crédito, participação em licitações e vendas para mais empresas”, declarou.

Outro levantamento do Sebrae, divulgado em agosto, mostrou que o rendimento de empreendedores com CNPJ chega a ser quase três vezes maior que o daqueles que trabalham na informalidade. A diferença está relacionada às condições de atuação e ao acesso a oportunidades comerciais disponíveis para empresas registradas.

A pesquisa também identificou que 57% dos atuais microempreendedores individuais trabalhavam com carteira assinada antes de abrir o próprio negócio. Outros 11% exerciam atividades empreendedoras informais e 9% eram empregados sem registro.

Mesmo diante da possibilidade de retornar ao mercado de trabalho formal, a maioria prefere continuar empreendendo. Mais de 68% dos MEIs disseram que não fechariam a empresa para assumir um emprego na mesma área, mesmo recebendo salário equivalente ao faturamento do negócio.

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Entre aqueles que começaram a empreender por oportunidade, apenas 18% aceitariam voltar a trabalhar como funcionários. Já entre os que abriram a empresa por necessidade, o percentual chega a 43%.

O levantamento também avaliou as microempresas e empresas de pequeno porte. Nesse grupo, 75% dos empresários relataram aumento de renda após a abertura do negócio. Amazonas e Piauí lideraram esse resultado, com 82% cada, seguidos por Mato Grosso do Sul, com 81%.

Entre os empresários dessas categorias, 80% afirmaram que não deixariam seus negócios para trabalhar como empregados, caso recebessem remuneração equivalente ao faturamento atual.

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