A Prefeitura de Rio Branco realizou nesta quinta-feira (29) uma visita técnica ao Reservatório Santo Afonso para acompanhar a perfuração de mais um poço artesiano destinado a reforçar o sistema de abasteio Branco. A ação integra uma estratégia da gestão municipal para ampliar a oferta de água, reduzir custos operacionais e enfrentar os desafios na captação do Rio Acre.
Segundo informações divulgadas pela administração municipal, a iniciativa é fundamentada em estudos técnicos que apontam a viabilidade do aquífero localizado no Segundo Distrito da capital. A proposta é ampliar a regularidade do fornecimento e diminuir a dependência da captação superficial, que enfrenta variações no nível do rio, aumento de areia e elevação da turbidez, fatores que impactam o tratamento da água.
Durante a visita, o prefeito Tião Bocalom afirmou que a perfuração de poços representa uma alternativa para o município. “Essa é uma solução que, aos poucos, vai garantindo água para regiões importantes da cidade. A água de poço é mais barata, exige menos tratamento e isso permite que o Saerb possa investir mais, sem a necessidade de privatizar o serviço. A privatização significaria um aumento expressivo na tarifa, algo que não queremos para a nossa população”, declarou.
O diretor-presidente do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), Enoque Pereira, informou que os poços rasos perfurados têm apresentado vazão média superior a 10 metros cúbicos por hora, podendo chegar a 12. De acordo com ele, somente com os poços já implantados é possível atender até 50% da demanda da Cidade do Povo. “Com a perfuração de novos poços, acreditamos que será possível atender praticamente toda a região”, explicou.
A gestão municipal informou ainda que a água extraída dos poços exige menos etapas de tratamento, basicamente a cloração, o que reduz despesas operacionais. A economia, segundo o Saerb, contribui para o equilíbrio financeiro da autarquia e diminui a necessidade de reajustes na tarifa de água.
Conforme os dados apresentados, a Prefeitura já investiu mais de R$ 200 milhões, com recursos próprios, na manutenção e ampliação do sistema de abastecimento da capital. A administração sustenta que a ampliação dos poços artesianos integra um conjunto de medidas para fortalecer a infraestrutura hídrica e ampliar os investimentos em saneamento e esgotamento sanitário, sem recorrer à privatização do serviço.
A ampliação da perfuração de poços ocorre em um contexto de variações recorrentes no Rio Acre, que afetam a captação e elevam custos. Com a diversificação das fontes de abastecimento, a Prefeitura busca reduzir a vulnerabilidade do sistema e ampliar a cobertura nas áreas em expansão urbana, impactando diretamente o acesso à água e o planejamento de novos investimentos em saneamento na capital.