Uma operação de fiscalização na Reserva Extrativista (Resex) Riozinho da Liberdade, no Vale do Juruá, no Acre, apreendeu na quinta-feira, 12 de março, mais 10 jabutis mantidos em cativeiro. A ação reuniu equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com a Polícia Militar e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), após denúncias sobre caça e captura de animais silvestres dentro da unidade de conservação.
Com a nova apreensão, o número de jabutis recolhidos durante a operação chegou a 46. Os animais foram resgatados em diferentes pontos da reserva e devolvidos ao habitat natural, conforme procedimento adotado pelas equipes no campo.
O agente ambiental José Domingos, do ICMBio, disse que o foco do trabalho é frear a retirada de fauna da área protegida e combater a movimentação ilegal de animais. “Recebemos denúncias de moradores sobre a presença de pessoas caçando na área. Durante o patrulhamento, encontramos jabutis sendo armazenados em cativeiro. Todos os animais foram recolocados em seu habitat natural”, afirmou. Pela quantidade de animais localizada, a suspeita é de que a captura não estivesse ligada apenas ao consumo, mas a possível comercialização.
A sequência de ocorrências começou no meio da semana, quando 36 jabutis foram encontrados durante patrulhamento e ações de abordagem. Na ocasião, foram lavrados sete autos de infração por captura e transporte ilegais de animais silvestres, segundo o balanço informado pelas forças envolvidas na fiscalização.
Criada em 2005, a Resex Riozinho da Liberdade tem mais de 325 mil hectares e abrange áreas de Cruzeiro do Sul, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Tarauacá, além de uma pequena porção de Ipixuna, no Amazonas. A unidade integra um corredor de proteção na região e concentra comunidades tradicionais que vivem do extrativismo, atividade prevista como base de uso sustentável no território.