Connect with us

Notícia

Governo do Acre e Prefeitura de Cruzeiro do Sul fazem vistoria no Rio Juruá e preparam novas remoções com cheia a 13,75 metros

O governo do Acre e a Prefeitura de Cruzeiro do Sul intensificaram nesta terça-feira (28) as vistorias nas áreas atingidas pela cheia do Rio Juruá e reforçaram o plano de assistência às famílias afetadas, com equipes em campo para avaliar riscos e organizar retiradas preventivas em pontos vulneráveis da cidade e da zona ribeirinha.

Com chuvas intensas no Vale do Juruá, o nível do rio chegou a 13,75 metros em Cruzeiro do Sul, acima da cota de transbordamento, e a enchente já atingiu mais de 3.700 pessoas em 19 bairros e localidades, segundo o monitoramento local. Até agora, duas famílias deixaram as casas e foram acolhidas por parentes.

A operação reuniu Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Municipal e equipes da gestão municipal, com apoio do 4º Batalhão de Educação, Proteção e Combate a Incêndios Florestais (Bepcif), para orientar moradores e acelerar a resposta caso o nível continue subindo. O prefeito Zequinha Lima afirmou que a cidade vive a quinta alagação do ano e que, há menos de duas semanas, cerca de 300 pessoas estavam em abrigo. “Já estamos na quinta alagação deste ano. Há menos de duas semanas tínhamos cerca de 300 pessoas em abrigo e, novamente, enfrentamos uma nova elevação das águas”, disse. O prefeito também relatou interrupções no fornecimento de energia em partes dos bairros Florianópolis e Boca do Moa e afirmou que o município mantém “duas equipes fluviais, duas terrestres e cinco escolas preparadas caso seja necessário remover famílias para locais seguros”.

O comandante do Corpo de Bombeiros em Cruzeiro do Sul, Josadac Cavalcante, chamou atenção para riscos adicionais trazidos pela cheia, como a presença de animais peçonhentos em casas alagadas e acidentes em acessos improvisados. “Com a cheia do rio, o cuidado deve ser redobrado”, afirmou, ao orientar moradores a manter portas fechadas e atenção especial com crianças. Ele também alertou para o perigo de afogamento em áreas onde o deslocamento até as residências passa por trapiches improvisados.

Advertisement

O coordenador da Defesa Civil Municipal, Junior Damaceno, disse que o plano de contingência foi preparado desde o ano passado e vem sendo aplicado desde fevereiro, quando ocorreu a primeira elevação do Juruá. Segundo ele, as equipes seguem mobilizadas por via fluvial e terrestre para retirar famílias que decidirem sair e para estruturar abrigos com apoio da assistência social. “Estamos em campo desde os primeiros sinais de elevação do rio”, afirmou.

Com o rio acima da cota de transbordamento e bairros já com impactos em serviços, Estado e prefeitura mantêm a cidade em prontidão para ampliar remoções, abrir escolas como pontos de acolhimento e acelerar a assistência humanitária, enquanto o monitoramento diário define os próximos passos diante da evolução da cheia.

Advertisement
Continue Reading