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Notícia

MPAC cria força-tarefa e núcleo cibernético para prevenir violência em escolas após ataque em Rio Branco

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instituiu um grupo especial para atuar na prevenção, proteção e resposta à violência escolar e criou um centro de inteligência cibernética voltado ao monitoramento de ameaças em ambientes digitais. As medidas foram anunciadas nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, em Rio Branco, depois do ataque ocorrido no Instituto São José.

O novo Grupo Especial de Atuação Integrada de Prevenção, Proteção e Resposta à Violência Escolar no Estado do Acre (Gevesc) passa a coordenar ações articuladas entre órgãos de segurança, educação e rede de proteção, com a missão de reforçar protocolos, acompanhar situações de risco e sustentar uma estratégia permanente de prevenção em unidades de ensino no estado. A iniciativa busca integrar resposta rápida a episódios críticos com medidas de longo prazo para reduzir a recorrência de ameaças no ambiente escolar.

Paralelamente, o MPAC formalizou o Centro de Análise e Inteligência Cibernética para Proteção de Crianças, Adolescentes e Jovens (CyberCAJ), que terá foco no monitoramento preventivo de redes sociais e outros espaços digitais. A proposta é identificar sinais precoces associados a violência em escolas, como mensagens de ameaça, disseminação de discurso de ódio e conteúdos de incentivo a ataques, ampliando a capacidade de antecipação e atuação antes que episódios se concretizem. O CyberCAJ ficará vinculado ao Gevesc e terá regras de funcionamento detalhadas em ato complementar da Procuradoria-Geral de Justiça.

Na apresentação das medidas, o MPAC também listou providências adotadas desde as primeiras horas após o ataque no Instituto São José. Entre elas, a designação de membros para atuação presencial, o acompanhamento das apurações conduzidas pela Polícia Civil, a oitiva informal do adolescente envolvido e a representação por ato infracional com pedido de internação provisória. A instituição afirmou que mantém articulação com a Secretaria de Estado de Educação e com órgãos estaduais e municipais e citou recomendações voltadas ao reforço da segurança, como instalação de detectores de metais e ampliação de práticas de atenção a sinais de alerta no comportamento de estudantes.

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A coletiva contou com a participação do procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque, do subcorregedor-geral Francisco Maia Guedes, do coordenador do Gaeco Antônio Alceste e do promotor Iverson Bueno, da 3ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente. O Gevesc será coordenado pelo procurador de Justiça Sammy Barbosa e reunirá integrantes de áreas como infância e juventude, inteligência, combate ao crime organizado e saúde, entre eles Francisco Maia Guedes, Rodrigo Curti, Júlio César de Medeiros, Gilcely Evangelista, Abelardo Townes, Iverson Bueno e Vanessa de Macedo Muniz. “Desde o momento em que tomou conhecimento dos fatos, o MPAC tem adotado providências para que a investigação seja conduzida com rigor, para que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados e, principalmente, para que fatos dessa natureza jamais se repitam”, disse D’Albuquerque.