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Economia e Industria

Dólar fecha a R$ 4,894 e cai abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024

O dólar comercial terminou esta sexta-feira, 8 de maio de 2026, vendido a R$ 4,894, queda de R$ 0,029 no dia (-0,60%), e fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em 28 meses, no menor nível de encerramento desde 15 de janeiro de 2024. No acumulado de 2026, a moeda norte-americana recua 10,84% frente ao real.

A baixa ocorreu em um pregão de melhora do apetite por risco, com os mercados reagindo a dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e à percepção de redução dos temores de uma escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã. A leitura no exterior ajudou a aliviar preocupações com desaceleração mais forte da economia americana e com pressões inflacionárias, enquanto investidores também acompanharam sinais de continuidade do cessar-fogo no Oriente Médio após declarações do presidente Donald Trump.

Na bolsa, o Ibovespa avançou 0,49% e encerrou aos 184.108 pontos, apoiado principalmente por ações de bancos e mineradoras. Apesar da alta do dia, o índice acumulou queda de 1,71% na semana; no ano, ainda registra valorização de 14,26%. Nos Estados Unidos, o S&P 500 subiu 0,84%, em movimento de alívio com os indicadores econômicos e menor percepção de risco de recessão.

Mesmo com a trégua reduzindo parte da tensão geopolítica, o petróleo fechou em alta. O barril do Brent avançou 1,23%, a US$ 101,29, e o WTI subiu 0,64%, para US$ 95,42, embora os contratos tenham encerrado a semana com perdas superiores a 6%. O mercado seguiu monitorando riscos no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo: o Comando Central dos Estados Unidos informou que dezenas de navios-tanque continuam impedidos de circular em portos iranianos, enquanto o secretário de Estado Marco Rubio disse que Washington aguardava uma resposta do Irã a uma proposta para encerrar o conflito, em meio a novas pressões de Trump sobre o programa nuclear iraniano.

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