Fenômenos atingiram Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul nesta semana. Órgãos meteorológicos alertam para novos temporais, ventos fortes e risco de enchentes.
A primeira semana de novembro foi marcada por tornados, vendavais, granizo e chuvas intensas no Sul do Brasil. Entre domingo (1º) e quinta-feira (5), os temporais provocaram destruição em dezenas de municípios, deixaram milhares de pessoas afetadas e causaram pelo menos uma morte.
Três tornados foram confirmados na região. No Paraná, um tornado de categoria F2 atingiu Maringá na madrugada de segunda-feira (2), com ventos estimados entre 180 e 250 quilômetros por hora. O fenômeno arrancou telhados, derrubou árvores e danificou imóveis. Em Santa Catarina, outros dois tornados atingiram Chapecó e Xanxerê na quarta-feira (4), provocando destelhamentos, danos à rede elétrica e interrupções de serviços.
Em Santa Catarina, 98 municípios foram atingidos, com quase 4.800 residências afetadas. Em Rio Negrinho, um trabalhador de 20 anos morreu após o desabamento da cobertura de um posto de combustíveis durante o temporal.
No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil contabilizou mais de 47 mil pessoas afetadas e danos em 102 municípios. Em Nova Prata, 15 pessoas ficaram feridas. As chuvas também provocaram alagamentos, enxurradas e prejuízos em diferentes regiões do estado.
A sequência de fenômenos foi favorecida pelo encontro de massas de ar quente e úmido com sistemas de ar frio, associado à atuação de frentes frias e áreas de baixa pressão. A diferença de velocidade e direção dos ventos em diferentes altitudes também criou condições para a formação de tempestades severas e tornados.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de grande perigo para áreas dos três estados, com previsão de chuva intensa, granizo e ventos superiores a 100 quilômetros por hora. O Cemaden também advertiu sobre riscos de enchentes e deslizamentos.
A instabilidade deve continuar em parte da região nos próximos dias. A Defesa Civil orienta a população a acompanhar os avisos meteorológicos, evitar áreas alagadas e procurar abrigo seguro durante tempestades. Em caso de emergência, os telefones são 199, da Defesa Civil, e 193, do Corpo de Bombeiros.
Foto: Ari Dias/AEN