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Educação

Alunos do Acre descobrem e valorizam os geoglifos históricos em iniciativa de educação patrimonial

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Em uma iniciativa pioneira, alunos da rede municipal de ensino de Senador Guiomard, no Acre, têm participado de ações de Educação Patrimonial promovidas pela Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no estado. Desde novembro do ano passado, essas ações incluem visitas ao Sítio Arqueológico Jacó Sá, local onde se encontram geoglifos tombados pelo Iphan em 2018, destacando-se por sua raridade e importância histórica.

A programação educativa se estende para além das visitas, abrangendo a realização de um Inventário Participativo, que engaja os estudantes na identificação dos patrimônios culturais presentes em seu cotidiano, e uma exposição temática. Essas atividades fazem parte de um esforço mais amplo do Iphan no Acre para promover a valorização do patrimônio cultural acreano.

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Segundo o superintendente do Iphan no Acre, Stenio Cordeiro de Melo, a Educação Patrimonial visa fomentar o conhecimento sobre a importância desses patrimônios na ocupação da Amazônia, seguindo a visão de que a preservação ocorre quando há conhecimento e valorização. “É um patrimônio que tem potencial para ser eleito Patrimônio da Humanidade, assim como Nasca, no Peru. Mas, se queremos que ele seja mundialmente reconhecido, precisamos que ele seja conhecido e valorizado antes pela própria comunidade no entorno dele e no estado do Acre”, conclui o superintendente.  

Os geoglifos, descritos como “tatuagens na terra” pelos grupos indígenas contemporâneos, são considerados uma expressiva herança cultural dos povos amazônicos. Identificados aproximadamente há 20 anos pelo paleontólogo Alceu Ranzi, essas estruturas de terra representam figuras geométricas de diferentes tamanhos, demonstrando uma notável engenharia e sofisticação. Segundo a arqueóloga do Iphan Antônia Barbosa, eles são fundamentais para compreender o processo de ocupação e povoamento da região amazônica. “Eles impressionam pela sua monumentalidade, engenharia e sofisticação”, explica a arqueóloga.

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