O Comando Central dos Estados Unidos afirmou neste domingo (12) que o Estreito de Ormuz permanece aberto à navegação internacional, apesar de o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ter anunciado o fechamento da passagem marítima. As forças norte-americanas disseram estar posicionadas para garantir o trânsito legal de embarcações pela região.
O comando militar declarou que o tráfego continua fluindo e rejeitou a alegação de que o Irã controla o estreito. A manifestação ocorreu em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã e às ameaças contra navios comerciais que atravessam a área.
A posição norte-americana contraria diretamente o anúncio iraniano de interrupção da navegação. O governo dos Estados Unidos sustenta que nenhuma nação pode impedir unilateralmente a circulação por uma via marítima internacional e promete atuar para preservar a liberdade de navegação.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia. A passagem concentra parte relevante do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito, o que transforma qualquer ameaça de bloqueio em um risco para o abastecimento e para os preços internacionais da energia.
Em 2024, cerca de 20 milhões de barris de petróleo passaram diariamente pelo estreito, volume equivalente a aproximadamente 20% do consumo mundial de petróleo e derivados. A rota também recebeu cerca de um quinto do comércio global de gás natural liquefeito.
A divergência entre Estados Unidos e Irã mantém a navegação sob alerta. Mesmo com o trânsito de embarcações, empresas marítimas acompanham os riscos de ataques, abordagens e novas restrições na região.