A produção de milho ganhou espaço no Acre em 2026, enquanto a soja perdeu área plantada e registrou queda na produção e nas exportações. Na comparação entre julho de 2025 e julho deste ano, as duas safras de milho somaram cerca de 137,3 mil toneladas, volume superior ao dobro das 61.479 toneladas produzidas de soja no estado.
O milho de primeira safra chegou a 86.405 toneladas, crescimento de 7,2% no período. A safrinha teve avanço ainda maior, de 15,4%, e alcançou 50.851 toneladas. O aumento foi acompanhado pela expansão das áreas cultivadas: 5,91% na primeira safra e 13,65% na segunda.
Na soja, a produção caiu 1,2%. A redução ocorreu principalmente pela diminuição de 6,3% na área colhida. A produtividade, porém, aumentou 5,4% e chegou a 3.926 quilos por hectare, o que reduziu o impacto da perda de espaço da cultura sobre o volume produzido.
A diferença também apareceu no comércio exterior. Entre janeiro e julho, o Acre exportou 44.954,2 toneladas de soja, contra 54.250,2 toneladas no mesmo período anterior. A retração foi de 17,13%.
As vendas externas de milho seguiram caminho contrário. Os embarques passaram de 711,5 toneladas para 1.060,5 toneladas, alta de 49,05%. Mesmo com o crescimento, a soja continua concentrando cerca de 97,7% do volume de grãos exportados pelo Acre.
Os preços das duas culturas também subiram entre julho e agosto. A saca de soja passou de R$ 124 para R$ 131, aumento de 5,65%. No milho, o valor avançou de R$ 65 para R$ 70 por saca, crescimento de 7,69%.
Para os próximos meses, a redução prevista das chuvas e a possibilidade de temperaturas mais altas podem elevar os riscos para o plantio da próxima safra no Acre. As condições climáticas passam a ter peso maior na definição do ritmo de expansão das lavouras e dos resultados da produção estadual.