O Acre fechou o primeiro semestre de 2026 com 45 mortes provocadas por acidentes de trânsito. As vítimas morreram em 43 ocorrências fatais registradas entre janeiro e junho, em um cenário que levou a taxa estadual a 5,09 óbitos por 100 mil habitantes.
Junho terminou com 10 mortes em 10 acidentes fatais, resultado igual ao de maio. Na comparação com junho de 2025, quando 11 pessoas morreram no trânsito, houve queda de 9,09%. O comportamento dos dados variou ao longo do semestre. Janeiro teve 11 mortes neste ano, contra sete no mesmo mês do ano passado, aumento de 57,14%. Abril fez o caminho inverso e caiu de nove para duas mortes, redução de 77,78%.
No mês de junho, a maior parte dos casos ocorreu fora da capital. Foram sete acidentes fatais no interior e três em Rio Branco. A capital acreana e Cruzeiro do Sul tiveram três mortes cada. Sena Madureira contabilizou duas vítimas, enquanto Bujari e Capixaba registraram uma morte cada.
Na divisão regional, a área formada por Rio Branco, Bujari e Porto Acre teve quatro acidentes fatais. O Juruá somou três ocorrências, e a região de Purus e Iaco teve duas. O Baixo Acre registrou um caso. Tarauacá, Envira e Alto Acre não tiveram mortes no trânsito em junho.
As colisões foram o tipo de acidente mais frequente entre os casos fatais do mês. Foram sete ocorrências, o equivalente a 70% do total. Também houve dois atropelamentos e uma queda de veículo. A noite foi o período com mais registros, com quatro acidentes entre 18h e 23h59. Manhã e tarde tiveram três casos cada. Não houve mortes no trânsito durante a madrugada.
Segundas e terças-feiras reuniram o maior número de acidentes fatais em junho, com três ocorrências em cada dia. O sábado teve dois registros. Quarta e quinta-feira tiveram um caso cada.
Os homens formaram a maioria das vítimas. Das 10 pessoas que morreram em junho, nove eram do sexo masculino e uma do sexo feminino. Todas foram classificadas como pardas. As mortes atingiram diferentes faixas etárias: duas vítimas tinham entre 12 e 17 anos, duas entre 18 e 24 anos, uma entre 25 e 29 anos, duas entre 30 e 34 anos, uma entre 35 e 39 anos e duas tinham 60 anos ou mais.
Não houve registro de mortes entre crianças de até 11 anos nem entre pessoas de 40 a 59 anos no mês de junho. O balanço reforça o peso das colisões e da circulação noturna nas estatísticas de acidentes fatais no estado.