O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) cobrou, nesta quinta-feira (15), explicações dos órgãos de segurança sobre o encerramento das buscas pela bebê de nove meses desaparecida desde 24 de setembro, na zona rural de Manoel Urbano. A cobrança ocorre porque uma decisão judicial determinou a continuidade dos trabalhos para localizar a criança.
A Promotoria de Justiça Cumulativa de Manoel Urbano solicitou, com urgência, informações sobre a situação das buscas e as providências adotadas para cumprir a determinação da Justiça.
“Diante da notícia de que as diligências teriam sido encerradas, apesar de determinação judicial para sua continuidade, o MPAC requereu, com urgência, que os órgãos responsáveis prestem esclarecimentos sobre a situação das buscas e as medidas adotadas para o cumprimento da ordem judicial”, informou o Ministério Público.
A decisão foi expedida pela Vara Única da Comarca de Manoel Urbano no dia 28 de setembro, após pedido apresentado pelo próprio MPAC. A medida determinou que as forças de segurança e o Conselho Tutelar mantivessem uma atuação conjunta para localizar a criança.
Apesar da determinação, o Corpo de Bombeiros encerrou as operações de busca na área no dia 29 de setembro, após cinco dias de trabalhos sem encontrar pistas que levassem ao paradeiro da bebê.
Durante a operação, as equipes utilizaram cães farejadores, drones e realizaram varreduras em uma área superior a 3,1 milhões de metros quadrados. A mobilização contou com bombeiros, policiais civis e militares, além do apoio de moradores da região.
Na terça-feira (13), quando o desaparecimento completou 20 dias, o Corpo de Bombeiros confirmou que as buscas haviam sido encerradas. A Polícia Civil informou que as investigações continuavam, mas sem novas informações sobre a localização da criança.
O desaparecimento ocorreu no dia 24 de setembro. O tio da bebê, suspeito de ter retirado a criança da residência onde estava, foi preso. Durante os depoimentos, ele afirmou que estava sob efeito de drogas e que não conseguia se lembrar do local onde teria deixado a sobrinha.
A mãe da criança também foi presa durante as investigações, por suspeita de abandono de incapaz. As circunstâncias do desaparecimento continuam sendo apuradas pela Polícia Civil.
Além de determinar a continuidade das buscas, a Justiça estabeleceu medidas de proteção aos dois irmãos da bebê, de 2 anos e 10 meses e aproximadamente 6 anos. Ambos permanecem sob acompanhamento da rede de proteção à infância.
O procedimento tramita sob segredo de Justiça, com restrições à divulgação de informações que possam identificar as crianças.
Até esta quinta-feira (15), 21 dias após o desaparecimento, a bebê ainda não havia sido localizada. O Ministério Público afirmou que continuará acompanhando o caso e cobrando as medidas necessárias para o cumprimento da decisão judicial.