O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, visitou na manhã de sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, as famílias acolhidas no abrigo público instalado no Parque de Exposições Wildy Viana, em decorrência da cheia do Rio Acre, e acompanhou a situação do nível do rio na capital, em um momento em que os dados mais recentes indicam início de vazante.
A visita foi realizada com a presença da primeira-dama Kelen Bocalom, do coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, e do secretário municipal de Saúde, Rennan Biths. No abrigo, o prefeito percorreu os espaços, conversou com os moradores, ouviu demandas e almoçou com as famílias acolhidas, como parte do acompanhamento direto das condições de atendimento prestadas pelo município. “Fiz questão de vir pessoalmente acompanhar de perto como estão sendo atendidas essas famílias. Nosso compromisso é garantir dignidade, acolhimento e toda a assistência necessária enquanto elas estiverem aqui”, declarou Bocalom.
O abrigo foi montado pela Prefeitura para receber moradores de áreas atingidas pela elevação do Rio Acre, que nos últimos dias havia superado a cota de alerta em Rio Branco. Após a visita ao Parque de Exposições, o prefeito e sua equipe seguiram até a régua de medição do rio, onde acompanharam o nível das águas e receberam orientações técnicas da Defesa Civil sobre o comportamento do manancial nos próximos dias.
Boletim divulgado pela Defesa Civil do Estado no domingo, 25 de janeiro, apontou que o Rio Acre registrou vazante na capital, com queda de 1,03 metro em 24 horas, passando de 13,92 metros para 12,89 metros, abaixo da cota de alerta, fixada em 13,50 metros. O informe também indicou recuo em outros municípios da bacia, como Capixaba, Assis Brasil, Brasileia e Epitaciolândia, enquanto em Xapuri houve estabilidade do nível.
Em Rio Branco, além do Rio Acre, o Riozinho do Rola, afluente importante para a capital, apresentou vazante de 72 centímetros, chegando a 10,16 metros. Apesar da tendência geral de recuo, a Defesa Civil Estadual mantém alerta para pontos específicos que apresentaram elevação lenta, como o Rio Iaco, em Sena Madureira, e o Rio Purus, em Manoel Urbano.
Segundo a Prefeitura, o acompanhamento das famílias abrigadas e a atualização permanente das informações sobre o nível do rio fazem parte da estratégia de resposta aos impactos da cheia. Durante a visita ao abrigo, o prefeito registrou informações e compartilhou atualizações sobre a situação, em articulação com as equipes da Defesa Civil e da área da saúde.
A administração municipal informou que as ações de assistência às famílias continuarão enquanto houver necessidade de acolhimento, com foco em alimentação, atendimento em saúde e suporte social. A evolução do nível do Rio Acre seguirá sendo acompanhada diariamente, em integração com dados da Agência Nacional de Águas e boletins da Defesa Civil estadual, para orientar decisões sobre o retorno das famílias às suas residências e a manutenção das estruturas de apoio.