A produção de veículos no Brasil chegou a 1,126 milhão de unidades entre janeiro e maio de 2026, alta de 7,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em maio, as montadoras fabricaram 253,6 mil autoveículos, volume 15,2% superior ao de maio de 2025 e o melhor para o mês desde 2019. O avanço foi puxado principalmente pela alta nas vendas de automóveis e comerciais leves, em um mercado interno aquecido.
O resultado levou o setor a ultrapassar a marca de 1 milhão de veículos produzidos já em maio, um mês antes do que havia ocorrido no ano passado. Os carros de entrada ajudaram a sustentar esse movimento com o programa Carro Sustentável, enquanto picapes, vans e furgões também mantiveram crescimento. Na direção contrária, caminhões e ônibus seguiram em queda, embora a indústria veja espaço para recuperação com a entrada de recursos do programa Move Brasil 2.
As vendas acompanharam o ritmo da produção. Maio teve média diária de 13,7 mil unidades comercializadas, a melhor desde dezembro de 2014. No mês, os emplacamentos somaram 274,7 mil veículos, alta de 21,7% sobre maio do ano passado. No acumulado de 2026, as vendas alcançaram 1,148 milhão de unidades, crescimento de 16,4%. Os eletrificados ganharam ainda mais espaço e responderam por 19,5% do mercado em maio, com recorde de 21 mil elétricos puros vendidos e 30,7 mil híbridos.
Apesar do bom momento no mercado interno, o setor continua pressionado no comércio exterior. As exportações recuaram 20% no acumulado do ano, para 180 mil unidades, com queda nas vendas para Argentina, Uruguai e Chile. Ao mesmo tempo, as importações avançaram, com 223 mil veículos trazidos ao país entre janeiro e maio, aumento de 17,4%. A China assumiu a dianteira entre os principais fornecedores do mercado brasileiro, com alta de 86,6% nas vendas ao país no período.