Rio Branco concentrou 30% das vítimas de tentativa de feminicídio registradas no Acre entre janeiro e setembro de 2026. Das 30 vítimas contabilizadas no estado durante os nove primeiros meses do ano, nove foram registradas na capital. Os números fazem parte do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A violência contra mulheres também aparece nos registros de outros 13 municípios acreanos. Cruzeiro do Sul ocupa a segunda posição, com três vítimas. Assis Brasil, Bujari, Capixaba, Epitaciolândia, Rodrigues Alves e Sena Madureira tiveram duas vítimas cada.
Em Acrelândia, Jordão, Manoel Urbano, Senador Guiomard, Tarauacá e Xapuri, os dados contabilizam uma vítima por município.
Dos 22 municípios do Acre, oito não apresentaram registros de tentativa de feminicídio no período: Brasiléia, Feijó, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro, Porto Acre, Porto Walter e Santa Rosa do Purus. A ausência de notificações na base consultada não significa, necessariamente, que não tenham ocorrido episódios de violência contra mulheres nessas localidades.
Na comparação com os demais estados da Região Norte, o Acre teve o segundo menor número absoluto de vítimas de tentativa de feminicídio, superando apenas Roraima, que registrou 22.
O Pará apresentou o maior número da região, com 165 vítimas, seguido pelo Amazonas, com 97. Amapá registrou 50, Tocantins teve 47 e Rondônia contabilizou 43.
No Brasil, foram registradas 3.350 vítimas de tentativa de feminicídio entre janeiro e setembro de 2026, o equivalente a uma média aproximada de 12 por dia. Março apresentou o maior número mensal, com 433 registros.
Os dados se referem às tentativas de feminicídio, quando há intenção de matar uma mulher por razões relacionadas à condição do sexo feminino, mas a morte não se consuma.