A Prefeitura de Rio Branco prorrogou por mais um ano o decreto que reconhece situação de emergência no município em razão das cheias do Rio Acre, medida anunciada em 29 de dezembro de 2025 para assegurar a continuidade das ações de resposta, garantir respaldo legal às medidas excepcionais e manter o atendimento às famílias atingidas. A decisão foi formalizada durante coletiva realizada no gabinete do prefeito e considera a persistência do cenário de risco enfrentado pela capital, que registra sucessivos episódios de alagação.
O decreto original havia sido publicado em 14 de março de 2025, com validade de um ano, e a prorrogação permite à administração municipal manter procedimentos emergenciais, como a agilização de contratações, a execução de obras essenciais e o reforço das ações nas áreas de saúde, assistência social e infraestrutura. Segundo o prefeito Tião Bocalom, a medida garante condições para ampliar o atendimento à população enquanto persistirem as situações de anormalidade provocadas pelas cheias. “Com essa prorrogação por mais um ano, conseguimos incluir novas ações, inclusive na área da saúde, assegurando atendimento emergencial à população”, afirmou.
A Defesa Civil municipal informou que a manutenção do decreto é necessária para dar suporte jurídico às ações desenvolvidas tanto na zona urbana quanto na zona rural. De acordo com o coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, o município enfrenta ciclos recorrentes de enchentes e estiagens, além de danos estruturais causados pelas chuvas, como vias comprometidas e erosões, o que demanda intervenções contínuas e recursos públicos. “É necessário manter formalmente a situação de emergência para garantir respostas adequadas”, explicou.
No mesmo dia, a Prefeitura reiterou o compromisso com o atendimento às vítimas da enchente do Rio Acre. Levantamento da gestão municipal aponta que a cheia já atingiu 43 bairros de Rio Branco, impactando mais de 12 mil pessoas. A maior parte das famílias buscou abrigo em casas de parentes, enquanto 304 pessoas foram encaminhadas para abrigos municipais, onde recebem assistência da administração pública.
Durante acompanhamento das ações, o prefeito destacou que o município tem utilizado recursos próprios para garantir o atendimento às famílias afetadas. “Nós tínhamos recursos próprios para investir aqui. O problema é nosso e estamos resolvendo internamente”, disse, ao mencionar o trabalho integrado das secretarias municipais envolvidas na resposta à enchente.
A Defesa Civil mantém monitoramento contínuo do nível do Rio Acre e dos igarapés da capital, com equipes atuando em regime permanente. Segundo Cláudio Falcão, a última cheia registrada no Acre no mês de dezembro havia ocorrido há cerca de 50 anos, e as previsões indicavam possibilidade de elevação do nível do rio nos dias seguintes. “Estamos com monitoramento 24 horas e atendimento contínuo às famílias, com equipes em campo, abrigos preparados e secretarias integradas”, afirmou.
A Prefeitura orienta moradores das áreas alagadas a priorizarem a segurança e utilizarem os canais oficiais para solicitar apoio, destacando o telefone 193 como contato direto com a Defesa Civil. As ações emergenciais seguem enquanto persistirem os efeitos da cheia, com foco no atendimento às famílias atingidas, na recuperação de áreas impactadas e na redução de riscos à população de Rio Branco.