A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) deflagrou nesta sexta-feira, 27 de março de 2026, a Operação Cerco II para ampliar a presença policial e intensificar o enfrentamento a crimes transfronteiriços em áreas de fronteira do estado. O lançamento ocorreu na Base do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), no trevo de Senador Guiomard, com participação de forças estaduais e federais.
A operação concentra esforços em municípios considerados estratégicos e mira crimes como tráfico de drogas, contrabando e tráfico de pessoas. O plano prevê fiscalizações, abordagens e ações de inteligência em pontos sensíveis, com reforço do patrulhamento e monitoramento para dificultar a circulação de ilícitos e a atuação de grupos criminosos.
A Cerco II reúne órgãos como Polícia Militar, Polícia Civil, Gefron, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Polícia Rodoviária Federal e Exército Brasileiro. A estratégia aposta em integração operacional e apoio tecnológico para ampliar a capacidade de identificação de rotas ilegais, acelerar respostas em campo e sustentar ações coordenadas de repressão e investigação.
No ato de lançamento, o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, afirmou que “essa é uma operação estratégica que demonstra a força da atuação integrada. A Polícia Civil do Acre segue firme no compromisso de investigar, desarticular organizações criminosas e contribuir com ações conjuntas que garantam mais segurança à nossa população, especialmente nas regiões de fronteira”.
A Operação Cerco II ocorre após uma agenda recente de alinhamento institucional com o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, quando a Sejusp apresentou iniciativas vinculadas ao Programa de Proteção Integrada de Fronteiras e realizou demonstração de reconhecimento aéreo com equipamento não tripulado, com transmissão em tempo real para a sala de situação da secretaria.
Com a Cerco II, a Sejusp projeta ampliar o controle em corredores usados por organizações criminosas e reduzir a circulação de drogas e mercadorias ilegais, além de reforçar a coordenação entre as forças que atuam na faixa de fronteira. A expectativa é que a intensificação das ações produza impacto direto na segurança da população e no enfraquecimento das estruturas criminosas que operam a partir das rotas internacionais.