As exportações do Acre somaram US$ 11,42 milhões em março de 2026, alta de 35,6% sobre fevereiro, e reforçaram o saldo positivo da balança comercial do estado no início do ano. No primeiro trimestre, o superávit chegou a US$ 27,96 milhões, com vendas externas acumuladas de US$ 28,94 milhões, resultado 9,8% maior que o registrado no mesmo período de 2025.
A carne bovina seguiu como principal produto da pauta exportadora acreana. Entre janeiro e março, o item respondeu por 34% das vendas ao exterior. Na sequência apareceram a castanha, com 28,6%, e a soja, com 14%. Apenas em março, a carne bovina movimentou US$ 3,78 milhões e concentrou 33,1% dos embarques do estado. A soja respondeu por 29,3% e a castanha por 15,6%.
O Peru permaneceu como principal destino dos produtos acreanos no mês, com 25,7% das exportações, embora tenha perdido participação em relação a fevereiro. Ao mesmo tempo, mercados como Emirados Árabes Unidos, Turquia e México ampliaram as compras, num movimento que abriu mais espaço para os produtos do estado no exterior.
A maior parte das exportações saiu por via marítima, que concentrou 72,2% do total embarcado, com destaque para o Porto de Santos. A rota rodoviária manteve relevância nas operações com países andinos, sobretudo pelo posto alfandegário de Assis Brasil.
Entre os municípios, Brasileia liderou as exportações em março, com US$ 3,36 milhões, impulsionada pelas vendas de carne suína e castanha. Senador Guiomard veio em seguida, com US$ 1,85 milhão, puxado pela comercialização de carne bovina. O desempenho reforça o peso do agronegócio e do extrativismo na economia acreana e mostra um avanço da presença do estado em mercados internacionais.
Foto: Paulo Murilo