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Notícia

Fapac participa de edital de R$ 107 milhões para fortalecer a sociobioeconomia na Amazônia

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre passou a fazer parte da chamada pública do Programa Desafios da Amazônia, que vai investir R$ 107,1 milhões em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação nas cadeias produtivas da sociobioeconomia amazônica. O edital foi aberto em 1º de julho e pretende financiar soluções voltadas à produção sustentável, à conservação da floresta e à valorização de comunidades tradicionais da Amazônia Legal.

A iniciativa é realizada no âmbito da Iniciativa Amazônia+10 e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa. O investimento terá R$ 72 milhões do Fundo Amazônia, administrado pelo BNDES, e R$ 35,1 milhões em contrapartidas das fundações estaduais participantes.

No Acre, a adesão da Fapac amplia o acesso de pesquisadores, instituições científicas, cooperativas, associações e organizações comunitárias a recursos para projetos ligados ao uso sustentável da biodiversidade. As propostas deverão ser apresentadas por Redes de Pesquisa e Inovação, formadas por Instituições de Ciência e Tecnologia e Organizações Socioprodutivas. Órgãos públicos, organizações não governamentais e outras instituições também poderão atuar como parceiras.

O presidente da Fapac, Reyson Corrêa, afirmou que o edital abre espaço para que pesquisadores acreanos conduzam soluções voltadas à realidade regional. “Com o novo edital, a Fapac viabiliza recursos para a nossa comunidade científica liderar soluções regionais. O apoio do governo do Estado é fundamental para impulsionar a inovação e valorização e o protagonismo dos nossos pesquisadores”, disse.

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A coordenadora do Programa Desafios da Amazônia, Jussara Brito, afirmou que a chamada aproxima a produção científica das demandas do desenvolvimento sustentável. “Com o edital Desafios da Amazônia, o governo do Acre reafirma seu compromisso em fomentar a pesquisa local, transformando o conhecimento produzido por nossos pesquisadores em soluções reais para o desenvolvimento sustentável do estado”, declarou.

Os projetos deverão contemplar uma das cinco cadeias produtivas prioritárias: açaí nativo; castanha e outros produtos florestais não madeireiros; cacau como vetor de desenvolvimento territorial; babaçu e cadeias da faixa de transição entre Amazônia e Cerrado; e economia das águas, com foco no manejo pesqueiro sustentável.

A chamada vai selecionar de 9 a 12 projetos, com duração de até 36 meses. Cada proposta poderá receber entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões do Fundo Amazônia. Com a complementação das fundações estaduais, o valor pode chegar a R$ 10 milhões por projeto.

As pré-propostas devem ser enviadas pelo sistema SIGCONFAP até as 18h, no horário de Brasília, de 1º de setembro de 2026. O programa busca transformar conhecimento científico em soluções práticas para cadeias produtivas da floresta, fortalecer a economia de base comunitária e ampliar o uso sustentável dos recursos naturais da Amazônia.

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