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Notícia

Força Nacional inclui Acre em preparação para temporada de incêndios florestais

O Acre foi incluído no calendário da Força Nacional para o treinamento de bombeiros militares voltado ao combate a incêndios florestais, numa preparação antecipada para o período de estiagem na Amazônia. O anúncio foi feito em 16 de maio, dentro de um plano nacional que prevê capacitações em 18 estados ao longo de 2026 e busca reforçar a atuação das equipes antes dos meses mais críticos das queimadas.

A programação prevê a formação de mais de 720 bombeiros, em turmas de 40 alunos e cursos de 30 dias, com aulas teóricas e atividades práticas. A próxima etapa começa em 25 de maio, em Manaus. No caso do Acre, a data da capacitação ainda não foi detalhada, mas o estado já aparece entre os que vão receber a formação específica para atuação em incêndios em vegetação.

O curso reúne conteúdo de comando de incidentes, atendimento pré-hospitalar tático, sobrevivência e técnicas de combate ao fogo em áreas remotas. A meta é padronizar procedimentos e garantir que equipes de diferentes estados atuem de forma integrada quando a temporada de incêndios ganhar força. Um dos oficiais envolvidos na formação resumiu esse objetivo ao afirmar que a capacitação busca criar uma linguagem comum entre os bombeiros e dar mais agilidade e segurança às operações.

No Acre, a nova etapa se soma a um histórico recente de presença da Força Nacional. Em janeiro de 2025, Cruzeiro do Sul sediou a 100ª edição da Instrução de Nivelamento de Conhecimento, curso que mobilizou quase 120 agentes e marcou mais uma ação de reforço operacional no estado. Agora, o foco se volta diretamente para os incêndios florestais, num momento em que a seca começa a entrar no radar das corporações e das equipes de resposta ambiental.

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A inclusão do Acre nesse calendário nacional ocorre em meio à preocupação recorrente com o avanço das queimadas na região Norte, sobretudo nos meses em que a estiagem se intensifica e amplia a pressão sobre bombeiros, brigadistas e forças de segurança. A expectativa é que o estado chegue a esse período com efetivo mais preparado, protocolos alinhados e maior capacidade de atuação conjunta em áreas de difícil acesso.