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Saúde

Implanon é ofertado no Presídio Feminino de Rio Branco em ação de saúde reprodutiva

Mulheres privadas de liberdade e servidoras do Presídio Feminino de Rio Branco receberam, nesta terça-feira, 23 de dezembro de 2025, o implante contraceptivo Implanon em uma ação realizada pela Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen/AC), com o objetivo de ampliar o acesso à saúde reprodutiva no sistema prisional e prevenir gestações não planejadas.

Ao todo, foram inseridos 58 implantes contraceptivos durante a atividade, sendo 43 destinados a mulheres em privação de liberdade e 16 a servidoras da unidade prisional. O Implanon é um método contraceptivo de longa duração, indicado como estratégia para o planejamento reprodutivo, especialmente em contextos onde o acompanhamento regular de saúde enfrenta limitações estruturais, como no ambiente prisional.

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A iniciativa integra as ações da política municipal de saúde da mulher e está alinhada às diretrizes do Ministério da Saúde, com foco em alcançar grupos em situação de maior vulnerabilidade social. De acordo com a chefe da Divisão de Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde, Sulamita Guedes, o planejamento das ações prioriza mulheres em contextos como situação de rua, mulheres indígenas em área urbana e, agora, mulheres privadas de liberdade. Segundo ela, a oferta do Implanon nesses públicos segue uma orientação da gestão municipal e das políticas nacionais de saúde da mulher.

Além da prevenção da gravidez não planejada, o método contribui para a redução de cólicas menstruais e do fluxo menstrual, aspectos considerados relevantes para a rotina das mulheres atendidas. A Secretaria Municipal de Saúde informou ainda que a ação deve ter continuidade, conforme a demanda e o interesse das mulheres pelo método contraceptivo, uma vez que há disponibilidade de novos implantes para futuras inserções.

Para a diretora do Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco, Jamília Silva, a oferta do Implanon representa uma medida que contribui para enfrentar dificuldades relacionadas à ocorrência de gestações no cárcere, considerando as limitações do sistema para o acompanhamento pré-natal e os impactos para mães e bebês. Segundo a gestora, a iniciativa atende tanto as internas quanto as servidoras da unidade e pode reduzir situações consideradas sensíveis dentro do contexto prisional.

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Mulheres atendidas durante a ação relataram que o acesso ao método dentro da unidade possibilita maior controle sobre a saúde reprodutiva durante o período de reclusão, destacando também os efeitos do implante na redução de desconfortos menstruais, o que interfere diretamente no cotidiano no sistema prisional.

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