O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Universidade Federal do Acre (Ufac), vai lançar o livro Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas nesta sexta-feira, 11 de setembro, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A publicação reúne pesquisadores brasileiros e latino-americanos para discutir as relações entre o legado de Augusto Boal, os saberes ancestrais e as experiências de povos e comunidades ligados às florestas.
Organizada por Da Conceição, a obra propõe uma leitura do Teatro do Oprimido a partir da Amazônia. A floresta é tratada não apenas como ambiente das práticas artísticas e educativas, mas como parte da construção do conhecimento. Os textos abordam educação, criação teatral, questões ambientais e práticas decoloniais, com atenção às relações entre natureza, cultura e comunidades tradicionais.
O lançamento em São Paulo ocorre após a apresentação do livro no Rio de Janeiro, em 3 de setembro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade (JITOU). As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.
Doutor em Teatro, Flavio da Conceição trabalha há mais de três décadas com o Teatro do Oprimido em contextos sociais e educativos. Na Ufac, coordena o GESTO da Floresta, programa de pesquisa e extensão que articula teatro, educação, ecologia e conhecimentos ancestrais. Também é autor de A Estética de Boal e Nada Mais do Que Isso.
A Bienal de São Paulo acontece de 4 a 13 de setembro no Distrito Anhembi, na capital paulista. A 28ª edição reúne 269 expositores e tem a Espanha como país convidado de honra. A programação inclui lançamentos, encontros com escritores e debates sobre literatura, cultura e educação.