O Acre registrou 86 focos de queimadas nos dois primeiros dias de setembro de 2026. A maior parte das ocorrências foi concentrada na quarta-feira (2), quando 76 focos foram identificados no estado. No dia anterior, primeiro dia do mês, haviam sido contabilizados dez registros.
O volume registrado no dia 2 respondeu por quase 90% das ocorrências identificadas no início de setembro. O período exige maior atenção por causa da estiagem, que reduz a umidade da vegetação e favorece a propagação do fogo em áreas rurais e de floresta.
Mesmo com a alta registrada nos primeiros dias do mês, o acumulado de 2026 continua abaixo do observado em anos anteriores. Entre 1º de janeiro e 4 de setembro, o Acre somou 670 focos de queimadas. No mesmo intervalo de 2025, foram 904, diferença de 234 registros e redução de cerca de 26%.
A queda é mais expressiva na comparação com 2024, quando o estado havia contabilizado 3.403 focos até 4 de setembro. Em 2022, o número chegou a 4.848 no mesmo período.
Os dados também mostram uma mudança na distribuição dos focos no início de setembro. Em 2025, somente o primeiro dia do mês teve 96 registros. Outros cinco foram contabilizados no dia 3 e 51 no dia 4. Em 2026, a maior concentração ocorreu no segundo dia do mês.
Os focos são detectados por satélites que identificam pontos de calor na superfície. Um mesmo incêndio pode gerar mais de um registro, dependendo da extensão da área atingida e das passagens dos satélites sobre a região.