Connect with us

Cultura

Rio Branco celebra Dia dos Geoglifos com turismo, ciência e educação patrimonial

Rio Branco iniciou nesta sexta-feira (26), no Horto Florestal, a programação do Dia dos Geoglifos, com atividades voltadas à valorização do patrimônio arqueológico, ao turismo e à educação patrimonial. A iniciativa reúne pesquisadores, estudantes, gestores públicos e a comunidade em torno dos sítios arqueológicos que colocam o Acre entre os principais territórios de estudo sobre antigas ocupações humanas na Amazônia.

A capital acreana concentra 81 geoglifos já identificados. No Acre, são cerca de 1.200 estruturas registradas, formadas por desenhos geométricos escavados no solo, como círculos, quadrados e outras formas que revelam modos de vida de povos que habitaram a região há milhares de anos. Parte dessas áreas está próxima da zona urbana, o que amplia o desafio de preservação e aproxima o tema da rotina dos moradores.

A programação foi organizada para conectar conhecimento científico e participação popular. As atividades incluem trilha interpretativa, palestras, rodas de conversa e exposição de peças arqueológicas. O percurso no Horto Florestal conta com acompanhamento do Corpo de Bombeiros e busca apresentar ao público a importância histórica dos geoglifos sem perder de vista a proteção dos espaços.

A primeira-dama Roberta Lins participou da abertura representando o prefeito Alysson Bestene. A gestão municipal pretende transformar a data em uma agenda permanente de valorização do patrimônio arqueológico da capital. A proposta é que, a partir de 2026, Rio Branco tenha uma semana anual dedicada aos geoglifos, com ações educativas, culturais e turísticas.

Advertisement

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação, Ezequiel Bino, afirmou que os geoglifos são parte da identidade acreana e devem ser tratados como patrimônio estratégico para o desenvolvimento local. “É um patrimônio nosso, uma singularidade do Acre”, disse.

A presença de pesquisadores também reforça o papel da ciência na preservação desses sítios. Os estudos sobre os geoglifos ajudam a compreender a organização social, os rituais, as formas de ocupação e a relação dos povos antigos com a floresta. Ao mesmo tempo, o debate público amplia a responsabilidade coletiva sobre a proteção dessas estruturas.

Rio Branco também busca o reconhecimento como Capital dos Geoglifos, por ter sido o local onde os primeiros sítios dessa tipologia foram descobertos. A mobilização em torno da data fortalece a tentativa de inserir o patrimônio arqueológico no roteiro turístico, no calendário escolar e nas políticas de preservação da cidade.

Advertisement