O governo do Acre acompanhou uma visita técnica em Tarauacá para avançar na possível concessão do aeródromo do município à iniciativa privada, em uma articulação que pode destravar cerca de R$ 40 milhões em investimentos no terminal. A iniciativa integra os estudos para incluir a unidade no AmpliAR, programa federal voltado à ampliação de investimentos privados em aeroportos regionais.
A agenda reuniu representantes do Estado e da administradora do Aeroporto de Campinas, que participa das análises sobre a futura operação de seis terminais regionais. Tarauacá está entre os aeroportos avaliados nessa etapa. A expectativa do governo acreano é que a concessão permita melhorar a infraestrutura do aeródromo, ampliar a segurança operacional e reforçar o transporte aéreo em uma região marcada pelo isolamento geográfico.
A negociação prevê que, se o próximo leilão não atrair interessados para o terminal acreano, a operadora envolvida nos estudos possa assumir a concessão. A avaliação no governo é que a entrada da iniciativa privada pode acelerar obras, modernizar a estrutura e ampliar a capacidade de atendimento do aeródromo.
A movimentação ocorre em meio à tentativa do Acre de ampliar sua presença no programa federal. Além de Tarauacá, o Estado também quer incluir os aeroportos de Marechal Thaumaturgo, Jordão e Santa Rosa do Purus. A estratégia é usar a concessão como ferramenta para melhorar a conexão entre municípios de difícil acesso e reduzir gargalos logísticos em áreas distantes da capital.
A previsão do Ministério de Portos e Aeroportos é lançar um novo edital e uma consulta pública em julho. No cenário desenhado pelo governo federal, o AmpliAR pode movimentar mais de R$ 5 bilhões em investimentos privados e alcançar até 100 aeroportos regionais no país.
Para o Acre, a possível entrada de Tarauacá nesse pacote é tratada como uma oportunidade de fortalecer a integração regional e ampliar o acesso da população a serviços, deslocamentos e operações de apoio em uma das áreas mais sensíveis da malha aérea do estado.